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( 25/08/2017 ) Núcleo Litoral Solidário da Rede Ecovida aprova renovação de certificados orgânicos
 

Em plenária no dia 23 de agosto de 2017, no salão comunitário de Porto Colônia, Dom Pedro de Alcântara, mais de 150 agricultoras e agricultores do Núcleo Litoral Solidário da Rede Ecovida de Agroecologia aprovaram a renovação dos certificados de conformidade orgânica de 11 grupos da região. Na prática, significa que as famílias desses grupos poderão continuar a vender, como orgânicos, seus produtos para supermercados, cooperativas, lojas, alimentação escolar e feiras.  

O processo de renovação do pedido de certificação começa com a visita, do Comitê de Ética do núcleo, às propriedades das famílias de cada grupo. Na plenária, os visitadores leem a ata da visita e relatam o que observaram. A partir disso a plenária pode se manifestar contrária ou a favor do que foi dito e relatado pelo grupo e pelo comitê visitador, e a partir daí se toma uma decisão se é aprovada ou não a renovação do pedido de certificação, explicou a secretária do Núcleo Litoral Solidário, Valdirene Evaldt.  

Visitadores recomendaram reforço nas barreiras
Além das observações, o comitê visitador registra recomendações para melhorar a produção. Nessa plenária, uma recomendação recorrente foi a necessidade de reforçar as barreiras vivas para proteger os cultivos de insumos usados por vizinhos que não comungam da mesma ideia de trabalhar orgânico.

De acordo com o coordenador do núcleo, Paulo Fernandes, na região há muitas situações assim, com propriedades pequenas, muito estreitas, que precisam evitar a deriva de outros produtos.  Conforme o agricultor, há várias espécies adequadas para a cumprir essa função: astrapeia, hibiscos, palmeiras, o importante é a diversificação. A barreira não é de uma espécie só. Ela é composta de várias plantas, inclusive plantas nativas, que crescem espontaneamente no bananal.

Agroecologia é mais que não passar veneno
O coordenador da Comissão de Verificação da Conformidade Orgânica do Núcleo, Marcelo Nunes Vieira, destacou que as decisões coletivas assumidas nas assembleias,  contribuem na construção dos objetivos da agroecologia como um todo, que são bem maiores que não passar veneno. São a questão de ter o compromisso, o cuidado, com as pessoas, com os semelhantes e com a natureza em geral, fazendo parte de um todo nesse ambiente, na casa comum que a gente vive, como o nosso trabalho melhora o nosso planeta.

Clique aqui para ouvir o boletim com as entrevistas de Valdirene Evaldt, Paulo Fernandes e Marcelo Vieira

Grupos com certificação renovada
Os grupos Gec, Agrisap, Ecotorres do José, São Brás, Acert Raposa, Cultivando Vida, Terra Viva, Chapada dos Mesquitas, Três Irmãos, Alto Rio de Dentro (Gaerd) e Acertem foram visitados pelo Comitê de Ética nos meses de julho e agosto.

Momento de formação resgata princípios dos SPGs
No momento de formação, na parte da manhã,  o agrônomo Laércio Meirelles falou sobre as relações de confiança e amor que norteiam os Sistemas Participativos de Garantia (SPGs) e lembrou quando a ONG Centro Ecológico e a Feira da Coolmeia, em Porto Alegre, começaram a pensar um sistema de certificação mais adequado à realidade que queriam construir. Hoje esse sistema de certificação está presente em mais de cem países.

Clique aqui para assistir o vídeo com Laércio Meirelles.


   
 

Cursos

18/10
Curso Princípios Básicos de Agricultura Ecológica - em cinco etapas
25/10
Plenária do Núcleo Litoral Solidário da Rede Ecovida de Agroecologia


 

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