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( 30/05/2017 ) Rede Latino-americana da Terra do Futuro propõe construir modos de vida duráveis
 

Foto: Visita à propriedade de Zenilda dos Reis Steffen e Jorge Evaldt Steffen

Nos próximos cinco anos, 22 organizações da rede latino-americana da Terra do Futuro desenvolverão um programa comum para construir modos de vida duráveis em seus territórios. A definição do tema foi aprovada na assembleia realizada em Torres, no Estado do Rio Grande do Sul, a partir das apresentações, discussões em grupo, oficinas e visitas a propriedades agroecológicas entre 22 e 26 de maio de 2017.

Segundo o presidente do Instituto de Ecologia Política (Chile), Manuel Baquedano, os modos de vida autossustentáveis, a exemplo dos sistemas agroecológicos, terão mais resiliência frente às mudanças climáticas e à crise energética. Para os agricultores que vimos hoje, não faz diferença nenhuma se há ou não petróleo. Eles têm seus alimentos, sua água, nada lhes falta, pontuou o sociólogo, sobre a visita a propriedades de três famílias da região.

Delegação foi a propriedades agroecológicas do Litoral Norte

Em Morrinhos do Sul, as famílias Steffen e Strege Evaldt mostraram como vivem há mais de dez anos de uma produção sem agrotóxicos, em propriedades com aproximadamente 40 espécies cultivadas, sem contar as plantas alimentícias não convencionais (Pancs). Em Dom Pedro de Alcântara, o grupo visitou as hortas da família Borges Oliveira.

Depois das visitas, a representante da Corporación Serraniagua da Colômbia, Angela Maria Montenegro Vera, ponderou que, embora sua organização já trabalhe com agricultura familiar, a agroecologia para nós é algo novo, tem o componente ambiental, o componente social, de gênero, da associatividade, economia solidária, de soberania alimentar. Mariano Andres Beltrán Suhr, da Red Amigos da Terra e Rede Semillas do Uruguai, disse as organizações de agroecologia promovem um conjunto de valores educativos, desenvolvimento humano, satisfação de necessidades sociais, territoriais. Não é um benéfico somente para mim, é um benefício para toda sociedade, para o agricultor, sua família, biodiversidade, mudanças climáticas. Já Leonel Cerruto Alarcon, representante da Kawsay da Bolivia , comparou os resultados dos sistemas convencional e ecológico sobre a paisagem local: se nota muito claramente que a agricultura convencional, que é a maioria do território, contrasta com a ecológica, que neste caso tem muito mais a ver com biodiversidade, com manter as espécies nativas da vegetação e também com formas de trabalho produtivo.

Assembleia elegeu novas comissões e coordenação

Para a Comissão de Comunicação, que entre outras tarefas deverá criar uma plataforma digital para a gestão e a campanha sobre o impacto dos modos de vida sobre as mudanças climáticas, foram designados Tiago Maggio do Terrazul (Brasil), Dorlene Meireles Mendonça do Grupo Eco (Brasil), Cecilia Gelabert da Fundação Projeto Pereyra (Argentina) e Rolando Frias Rivera, da Microempresa Asociativa Zanja Arajuno (Equador).

Os membros da Comissão de Projetos - que aprimora a elaboração dos projetos das entidades antes de serem enviados para a Terra do Futuro na Suécia -, são: Ana Luiza Meirelles do Centro Ecológico (Brasil), Henry Ayala do Cedap (Peru), e Lorena Guerra Rodriguez da Fundação Cambugán (Equador).

Houve uma mudança na Coordenação que agora passa a contar com a colaboração de quatro membros: Keli Nunfa Rengifo da Non Nete (Equador), Agustina Alonso, do Ceuta (Uruguai), Norma Isabel Sactic Suque da Ixqániil Pa’laq (Guatemala) e Adalberto Alencar da Fundação Cepema (Brasil).

Paraguai deverá sediar a comemoração de 30 anos

Uma comissão se disponibilizou a buscar recursos para comemoração dos 30 anos da Rede Terra do Futuro, agendada para 2018, no Paraguai: Manuel Baquedano, do Instituto de Ecologia Política (Chile), Laura Prieto da Ecocomunidade (Uruguai) e Rubem Dário Apaza Añamuro da Sumak Kawsay (Peru). A organização anfitriã será a Sobrevivência Amigos da Terra Paraguai.


   
 

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