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( 07/12/2016 ) Territórios do Sul do Brasil podem buscar selo de origem geográfica para banana orgânica
 


A intenção de buscar o reconhecimento geográfico da banana orgânica do Litoral do Rio Grande do Sul e Extremo Sul de Santa Catarina foi um dos encaminhamentos do Encontro sobre a cultura da banana orgânica em Santa Rosa do Sul/SC, no dia 6 de dezembro, entre cooperativas, grupos e associações de agricultura, e entidades que pesquisam, discutem e propõem formas de desenvolvimento territorial.

O microclima, a variedade do solo, são coisas que se você for analisar, só vai encontrar aqui e há já uma identidade local pra essa banana, pra essa região, justificou Antonio Augusto dos Santos, da Slow Food, rede que trabalha em 170 países para preservar os valores históricos dos alimentos produzidos localmente de forma justa. Conforme o agricultor, na Europa boa parte dos produtos têm um selo de origem, que contribui para valorizar a identidade alimentar e o trabalho dos agricultores.

Para a agrônoma Emili Carlos Borges, além de ampliar a visibilidade, a certificação geográfica poderia solucionar alguns gargalos da produção, especialmente no manejo pós-colheita. Na opinião do prefeito eleito de Mampituba/RS, agricultor ecologista desde 1991, a união entre os dois territórios para comercializar pode beneficiar a agricultura familiar que estiver organizada em grupos. Há um espaço grande ainda no mercado ecológico para explorar e para que mais famílias saiam do convencional e venham para o ecológico. Em 2013 em Mampituba, 18 famílias produziam de forma orgânica. Atualmente cerca de 50 já fizeram a transição, com a assessoria técnica dos cursos do Centro Ecológico.

Territórios têm quase 1.500 hectares orgânicos
Segundo os números apresentados pelos técnicos durante o encontro, juntos, os territórios do Litoral Norte do RS e Extremo Sul de SC têm 1420 hectares cultivados de forma orgânica. No RS são 950 hectares cultivados por 230 famílias certificadas, organizadas em 24 grupos que semanalmente comercializam entre 50 e 120 mil quilos de banana. No Sul de SC, são 470 hectares cultivados pro 132 famílias organizadas em nove grupos.

Organização e apoio
O encontro foi organizado pelo Núcleo de Desenvolvimento Território Extremo Sul-Catarinense, Núcleo de Desenvolvimento Litoral/RS, Colegiado Território Extremo Sul/SC e Colegiado Territorial Litoral/RS, com apoio da Universidade Federal da Fronteira Sul (UFFS), Conselho Nacional de Desenvolvimento Cietnífico e Tecnológico (CNPq), Universidade Federal do Rio Grande do Sul (Ufrgs),Rede Ecovida de Agroecologia, Centro Ecológico, Uneagro, Instituto Federal Catarinense (IFC) e Instituto Federal Rio Grande do Sul/Campus Canoas.


   
 

Cursos

23/7
Jornadas Ecológicas - Roda de conversa com Maria José Guazzelli


 

Ipê-Serra - Rua Luiz Augusto Branco, 725 - Bairro Cruzeiro / Cep: 95.240-000 / Ipê - RS / Fone: 0xx (54) 3233.16.38 / E-mail: serra@centroecologico.org.br
Litoral Norte - Rua Padre Jorge, 51 / Cep: 95.568-000 / Dom Pedro de Alcântara-RS / Fone/fax: 0xx (51) 3664.02.20 /E-mail:litoral@centroecologico.org.br