Notícias
 
( 11/08/2016 ) Encontro em Mampituba identifica avanços e desafios das agricultoras do Litoral Norte /RS
 


Foto: metodologia levou à identificação de problemas comuns enfrentados pela mulher rural

Embora tenha assumido tarefas fora do lar e da propriedade, a mulher da roça tem ainda um longo caminho a percorrer em busca da divisão igualitária das tarefas domésticas e da atuação em reuniões, grupos, associações, clubes de mães, redes e movimentos sociais. Essa foi a conclusão a que mais de cem mulheres de Dom Pedro de Alcântara , Mampituba, Morrinhos do Sul ,Osório, Torres, Três Cachoeiras e Três Forquilhas chegaram, na tarde de 10 de agosto de 2016, no Salão Comunitário São José Operário, durante o Encontro de Mulheres do Litoral – vida, trabalho e Agroecologia, organizado pelo Centro Ecológico e Movimento de Mulheres Camponesas (MMC).

As mulheres rurais já saíram de casa, já avançaram, mas ainda têm o desafio de participar mais da sociedade, afirmou a facilitadora do evento, Eliziana Vieira de Araújo. A agrônoma aplicou um exercício em grupos para identificar quais tarefas as mulheres fazem, os homens fazem, e ambos, na casa, na propriedade, no município e na metrópole mais próxima.

Nessa dinâmica foi constatado que hoje as agricultoras vão ao banco, cuidam das finanças, da produção e comercialização dos produtos. Há excesso de trabalho da mulher em todos os espaços. A mulher tem que fazer comida, lavar, cozinhar e hoje as mulheres ainda cuidam do dinheiro, relatou Ana Maria Fernandes Leffa, a partir da discussão de seu grupo.

Mulheres querem mais encontros de formação

Para superar esses resíduos da cultura anterior, os grupos concordaram que os encontros de formação devem continuar, porque contribuem para reforçar o papel do trabalho feminino nos municípios, nos grupos, na Rede Ecovida de Agroecologia e movimentos sociais. A proposta do grupo de Elci da Paz Scheffer, é fazer também encontros só para as mulheres, nos municípios, para fortalecer, ampliar horizontes, abrir a visão de mundo, para elas poderem fazer o embate, discutir, lutar pelos seus direitos e dividir deveres também em casa nos espaços, ressaltou a agricultora.

Mulheres estão à frente na Agroecologia

Um dos efeitos da maior participação das mulheres nos grupos e associações é, segundo Eliziana, a capacidade de antever oportunidades: Isso é na experiência de Agroecologia no Brasil inteiro. Faz que elas saiam na frente. É uma cena muito comum a mulher começar a experiência.

Homens cozinharam e lavaram a louça

Seis homens de Mampituba, Torres e Três Cachoeiras assumiram a cozinha e prepararam o almoço com polenta de milho crioulo, arroz, folhosas orgânicas e dois tipos de carne. Não deixaram nada a desejar. Nota dez para os homens, aprovou a responsável por muitos almoços e jantares orgânicos Marlene Schwanck. Conforme a agricultora Ana Maria Leffa, receber um almoço preparado pelos homens é raro.

Crianças tinham espaço de recreação

Sob a responsabilidade da estudante de Pedagogia Nathalia Selau Ketzer, as filhas e filhos das participantes tinham um espaço para ler, desenhar e pintar.


   
 

Cursos

19/9
22 anos do Conselho das Associações Ecologistas de Ipê e 10 anos da Econativa Serra


 

Ipê-Serra - Rua Luiz Augusto Branco, 725 - Bairro Cruzeiro / Cep: 95.240-000 / Ipê - RS / Fone: 0xx (54) 3233.16.38 / E-mail: serra@centroecologico.org.br
Litoral Norte - Rua Padre Jorge, 51 / Cep: 95.568-000 / Dom Pedro de Alcântara-RS / Fone/fax: 0xx (51) 3664.02.20 /E-mail:litoral@centroecologico.org.br