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( 17/06/2016 ) Evento mostra soluções para problemas socioambientais da atualidade
 


As escolas, grupos de agricultura ecológica, técnicos e pessoas urbanas que participaram da 14ª Feira da Biodiversidade e 7ª Feira da Economia Solidária, dias 15 e 16 de junho de 2016 em Três Cachoeiras, viram os temas Agroecologia, biodiversidade e agroflorestas, como uma possibilidade de vida respeitosa com o bioma Mata Atlântica. Esses temas trabalhados aqui nos remetem a valores pessoais que, com nossos atuais contextos políticos e históricos, têm se perdido nas últimas décadas,observou o agente administrativo da Área de Proteção Ambiental (APA) Rota do Sol Everson Fleck.

Para o tecnólogo em Desenvolvimento Rural, muitas vezes os consumidores urbanos desconhecem que, ao contrário da produção convencional, o cultivo agroecológico propõe uma interrelação harmoniosa com os recursos naturais. Fleck destacou que a Apa Rota do Sol, sendo uma unidade de conservação de uso sustentável, precisa de manejos sustentáveis também.

Exemplos de vida sustentável vieram de municípios do Litoral Norte e de outras regiões
Exemplos não faltaram. Vindos de comunidades de Maquiné, Morrinhos do Sul, Três Cachoeiras, Três Forquilhas, Mampituba e também dos Núcleos Serra, Missões e Planalto da Rede Ecovida de Agroecologia, 17 bancas expuseram pães, doces, tubérculos, cucas, sucos, polpas, temperos, projetos de Educação Ambiental, artesanato, cestaria e plantas valorizando a biodiversidade e o cuidado com o meio ambiente.

A proposta, segundo o agricultor Mauro Martins, do núcleo Três Passos da Associação dos Colonos Ecologistas da Região de Torres (Acert), é mostrar para mais gente o trabalho realizado na propriedade. A gente divulga, outras pessoas se interessam, quem quer consumir e agricultores que vão interagir.

Oficinas e seminários para aprofundar conhecimentos
A interação mencionada por Mauro pode ser aprofundada numa das cinco oficinas ou nos dois seminários promovidos durante o evento. No seminário sobre Agroecologia, Claudio Alberto dos Santos, do Instituto educar de Carazinho, fez uma introdução sobre o tema para a juventude. Em sua palestra, o professor alertou que ao mesmo tempo em que o mercado está se abrindo para alimentos orgânicos, os jovens precisam ser resistentes em relação ao poder de persuasão das grandes empresas.

Já a mestranda em Desenvolvimento Rural Anelise Becker Vieira, fez uma fala no seminário sobre os resultados de seu estudo. Segundo Anelise, os jovens que optam pela Agroecologia encontram mais alternativas para comercialização e maior qualidade de vida que jovens urbanos ou da agricultura convencional.
Na Jornada Pegagógica, a palestra de Andréa Ketzer Osorio, da Coordenação de Educação Ambiental da Secretaria Municipal da Educação de Porto Alegre, trouxe outras leituras e possibilidades de Educação Ambiental para as educadoras da Teia Mata Atlântica e da rede pública do município.

Depois da palestra, professoras da rede pública de Três Cachoeiras, Mampituba e Torres apresentaram projetos que tiveram a personagem Nina como tema gerador. O aniversário de 10 anos da personagem criada pela professora Adriane Lippert Bittencourt foi um dos destaques da tarde, com o lançamento da quarta aventura da série: Nina e sua turma EM vida de minhocas, com direito à contação de história em vídeo e festa.

Caxias do Sul pode ter uma Feira da Biodiversidade
A professora pesquisadora da Universidade de Caxias do Sul (UCS) Valdirene Camatti Sartori, disse que, se houver recurso, Caxias do Sul terá, junto da universidade, uma feira nos moldes da Feira da Biodiversidade de Três Cachoeiras. Estamos pensando na possibilidade. Temos que nos reunir com os agricultores, Secretaria da Agricultura, Emater, Centro Ecológico, para ver se nos conseguirmos verba para o ano que vem.
 
Consultor de projetos da Fao elogia evento e participação das crianças
Em visita ao Litoral Norte para se reunir com a ONGs de assessoria técnica Centro Ecológico, com a Ação Nascente Maquiné e representantes da Rede Ecovida de Agroecologia, o consultor de projetos da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação Carlos Biasi, disse que o fato de ser a 14ª edição mostra que a população local aprova o sucesso do evento. Outro aspecto destacado pelo agrônomo foi a presença das crianças, participando, conhecendo, ouvindo as professoras, ajuda a criar uma consciência ambiental.


   
 

Cursos

23/7
Jornadas Ecológicas - Roda de conversa com Maria José Guazzelli


 

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