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( 19/05/2016 ) Jacques Saldanha fala sobre o futuro roubado na Assembleia do Núcleo Litoral Solidário
 


Ser agricultor ecologista é fazer uma opção pela vida e assumir a responsabilidade pelo futuro das próximas gerações. Com essa ideia, o agrônomo e educador ambiental Luiz Jacques Saldanha desenvolveu, na manhã do dia 17 de maio de 2016 no Auditório da Prefeitura Municipal de Três Cachoeiras, uma conversa com representantes de grupos e associações do Núcleo Litoral Solidário da Rede Ecovida de Agroecologia, sobre o nosso futuro roubado. O encontro de formação fez parte da Assembleia Geral do Núcleo, e teve seguimento à tarde no Salão Comunitário da comunidade de Raposa, no mesmo município.

Todo mundo acreditou que se usasse pouquinho não era veneno, era remédio, afirmou Saldanha, sobre os efeitos das moléculas artificiais dos agrotóxicos nas gerações nascidas principalmente após a década de 1970.

De acordo com os estudos pesquisados pelo agrônomo, o aumento de doenças como autismo, a baixa contagem de espermatozoides, a feminilização dos homens ( não é efeminação, frisou), mulheres tirando o útero aos 20 anos de idade, muitos casos de câncer de mama, entre outros problemas de saúde, resultam da interferência das substâncias artificiais no organismo humano, em especial sobre os hormônios. Nem os animais escapam. As roupas sintéticas, de acordo com observações de oceanólogos, estariam afetando os peixes, devido aos polímeros que se desprendem no processo de lavar.

Alimentação, detergentes e plásticos interferem no equilíbrio do organismo

No corpo humano, as substâncias químicas penetram por meio de produtos de higiene e limpeza, plásticos, em especial aqueles que parecem vidro - como os usados em mamadeiras - , e alimentação industrializada, com produtos da agricultura convencional.

No supermercado o consumidor que pega um produto está certificando o produto. Está dando credibilidade àquele produto. Realmente nós nos tornamos imbecis no momento que a televisão diz que é bom e eu não vou me informar se é bom, destacou um dos responsáveis pela organização da Feira dos Agricultores Ecologistas em Porto Alegre.

Feira em 1989 fortaleceu movimento vivenciado hoje

Iniciada em 16 de outubro de 1989, Dia da Alimentação e Dia Mundial de Luta contra os agrotóxicos, a Feira dos Agricultores Ecologistas no bairro Bom Fim teve, um ano depois, a participação de então jovens agricultores do Litoral Norte do Rio Grande do Sul, como Paulo Fernandes, do núcleo Raposa da Associação dos Colonos Ecologistas da Região de Torres (Acert).

Para Saldanha, foi a ousadia do Paulo quando tinha 22 anos que plantou a possibilidade de um jovem de hoje optar pela agricultura, se referindo à escolha de Mateus Strege pela agricultura orgânica.

Por isso várias vezes durante a conversa o agrônomo destacou que a mudança que a sociedade precisa só pode vir do campo: Se o agricultor fechar a porteira da casa dele, em principio ele não precisa nada, talvez o sal. A cidade criou essa imagem do agricultor bronco para parecer que é independente. Mas o cara da cidade não tem condição de mudar. O futuro só vai mudar se nós mudarmos.

Para saber mais acesse: Nosso Futuro Roubado


   
 

Cursos

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