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( 04/05/2016 ) Agricultores do semiárido da India têm mais segurança alimentar e renda com técnicas agroecológicas
 


A foto de André Gonçalves mostra a região com grande déficit hídrico

Dados preliminares de uma pesquisa iniciada no mês passado revelaram que, mesmo em uma situação de seca e imprevisibilidade climática, as famílias agricultoras que usam técnicas agroecológicas apresentam melhores condições de renda e segurança alimentar. A informação é do professor do Instituto Federal Catarinense de Santa Rosa do Sul (IFC) e colaborador da ONG de assessoria técnica Centro Ecológico André Luiz Gonçalves. Entre 1 e 23 de abril, o agrônomo esteve na Alemanha e na India, para ajudar a preparar a pesquisa sobre o impacto da agroecologia na vida dos agricultores e agricultoras de regiões semiáridas da India, Senegal e Brasil que recebem apoio da agência de cooperação internacional Misereor, ligada à Igreja Católica Alemã.

As regiões semiáridas são caracterizadas pela falta de água em certos períodos do ano. No Brasil, abrange desde parte do norte de Minas Gerais até o Nordeste. Na Índia, André visitou cinco famílias no estado de Maharashtra, na cidade de Osmanabad, região que há três anos está numa situação de seca muito séria. Nessas visitas, o pesquisador constatou que as famílias que adotam policultivos, adubação orgânica, todo esse conjunto de técnicas preconizadas pela agroecologia, tem mais elementos para construir sistemas resilientes, que podem absorver melhor os impactos das mudanças climáticas, como excesso ou falta de chuva, altas temperaturas, entre outros fatores.

A pesquisa faz parte de um projeto de desenvolvimento da Misereor em várias partes do mundo. Conforme André, Senegal, India e Brasil foram escolhidos em função de suas posições estratégicas em seus respectivos continentes.O Brasil também por ter uma área de agricultura relativamente grande em região de semiárido, explicou. Na Índia, a pesquisa comparativa abrangerá 200 famílias da agricultura convencional e 200 da agroecologia. No Litoral Norte do Rio Grande do Sul e Sul de Santa Catarina, o professor também tem planos de fazer uma grande pesquisa.


   
 

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