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( 23/12/2015 ) Trabalho de jovens agricultores sinaliza tendência entre a nova geração
 


Foto: três gerações da família Fernandes curtindo a vida do interior

Contrariando as estatísticas da sucessão familiar no campo, o trabalho de alguns jovens dos núcleos Serra e Litoral Solidário da Rede Ecovida de Agroecologia sinaliza para uma mudança nos valores da nova geração. Em abril de 2015, a grande participação da juventude durante os três dias do 9º Encontro Ampliado da Rede Ecovida já apontava que, entre as famílias ecologistas, muitos jovens estavam interessados em continuar a atividade dos pais.

Não e só na cidade que dá para viver. O campo também é uma forte fonte de renda. Se o campo não planta, a cidade não janta! diz o técnico agrícola e agricultor de 21 anos Natan Fernandes, de Três Cachoeiras, no Litoral Norte do Rio Grande do Sul. Membro de uma tradicional família na Agroecologia, Natan observa que os jovens do Núcleo Litoral Solidário que decidiram ficar nas propriedades já estão trabalhando e empolgados. Mesmo assim, ele avalia como devagar o processo de sucessão na região.

A pouco mais de 200 quilômetros de Três Cachoeiras, no município de Ipê, na Serra Gaúcha, a família Zanotto já tem um sucessor. O estudante Gabriel Zanotto, 19, foi para a cidade trabalhar na indústria, mas decidiu continuar o trabalho da família no cultivo de hortaliças, frutas e temperos orgânicos. Conseguimos gerar lucro e além do dinheiro a qualidade de vida melhora muito.Conforme o técnico Cesar Volpato, do Centro Ecológico, a Escola Família Agrícola da Serra contribuiu para que Gabriel optasse por ficar no campo.

Decisão 16 anos atrás trouxe independência financeira

Elias Strege Evaldt, agricultor ecologista em Morrinhos do Sul, no Litoral Norte, conta que aos 14 anos decidiu continuar o trabalho dos pais. Hoje aos 30, além da independência financeira conquistada com muito trabalho, Elias tem a liberdade que não teria em outra profissão. Gosto do interior e como faço feira a gente tem o prazer de oferecer o produto direto ao consumidor e fazendo isso criamos uma amizade.

Exemplo da família pode ser decisivo

A estudante de Agronomia Raquel Fernandes, 21, prima de Natan Fernandes, ainda não sabe se vai continuar na propriedade. Mas pela atividade dos pais, tem certeza que a Agroecologia é a agricultura do futuro. Cresci numa família que pratica isso há mais de 20 anos, então eu sei que dá certo. Não vejo motivos pra se dedicar a agricultura convencional. Os irmãos mais novos da estudante, João Luiz e Ana Paula, também se interessam pela agricultura. Meu irmão mais na parte agrícola mesmo, na plantação, cuidado com as plantas. Minha irmã se interessa pelos movimentos sociais ligados à Agroecologia e participa da Pastoral da Juventude Rural (PJR).


   
 

Cursos

23/7
Jornadas Ecológicas - Roda de conversa com Maria José Guazzelli


 

Ipê-Serra - Rua Luiz Augusto Branco, 725 - Bairro Cruzeiro / Cep: 95.240-000 / Ipê - RS / Fone: 0xx (54) 3233.16.38 / E-mail: serra@centroecologico.org.br
Litoral Norte - Rua Padre Jorge, 51 / Cep: 95.568-000 / Dom Pedro de Alcântara-RS / Fone/fax: 0xx (51) 3664.02.20 /E-mail:litoral@centroecologico.org.br