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( 06/08/2015 ) Caça dificulta desenvolvimento do turismo ecológico no Litoral Norte do Rio Grande do Sul
 


Foto: Ulison Brocca

A morte do leão Cecil no Zimbábue, chama a atenção para a caça ilegal que ainda persiste nas comunidades rurais do Litoral Norte do Rio Grande do Sul. Desde 2005, a prática no Estado é proibida por lei, e somente licenças pagas viabilizam a atividade.

As denúncias, segundo o sargento Rogério Quadros, do 2º Pelotão Ambiental da Brigada Militar, em Torres, são motivadas principalmente por desavenças entre vizinhos. Os caçadores utilizam armadilhas para capturar pássaros silvestres e também armas de fogo.

De uma forma ou de outra, a caça tem efeitos sobre o potencial turístico das trilhas, cascatas e morros da Mata Atlântica da região. No dia 1 de agosto de 2015, um sábado, o acadêmico de Gestão Ambiental Uilson Brocca, deparou-se com quatro situações de caça quando percorria uma trilha para a cascata de Josafaz, no município de Mampituba. Não nos aproximamos porque não sabíamos que tipo de gente estaríamos lidando, recorda Brocca, que confessa ter sentido medo de, acidentalmente, ser alvo de uma bala.

Uma professora de uma escola rural de Mampituba, que faz parte da Teia de Educação Ambiental da Mata Atlântica, avalia que o turista que percorre uma trilha deseja ver os animais daquele ambiente. Assim, o extermínio de gambás, tatus, pássaros, roedores e felinos, prejudica o desenvolvimento do turismo ecológico. O biólogo Jonas Brocca tem a mesma opinião: além do desequilíbrio entre as populações da fauna, a caça é um problema para quem, como ele e Uilson Brocca, trabalham com Educação Ambiental e trilhas no espaço rural.


   
 

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