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( 20/07/2015 ) Cultivo protegido ajuda a reduzir perdas na horticultura
 


Foto: o tecnólogo Nelson Bellé em uma estufa de tomate orgânico no Litoral Norte/RS

Além das cheias e inundações, os volumes extraordinários de chuva deste inverno de 2015 no Rio Grande do Sul estão afetando a produção de alimentos, especialmente de hortaliças. Segundo a estimativa do técnico Leandro Venturin, do Centro Ecológico Serra, entre os dias 13 e 17 de julho, os horticultores orgânicos da região perderam até 100% da produção. Os que têm os cultivos protegidos, como Ary Venturin, pai de Leandro, conseguiram salvar em torno de 50%. A estufa ajudou muito, mesmo assim deu problema porque não tem sol e a umidade é muito intensa.

Em condições normais, a cobertura de plástico dos Venturin contribui para manter estável a produção de hortaliças ao longo do ano. Só de alfaces, Ary produz semanalmente 120 unidades, para os consumidores de duas lojas de orgânicos de Caxias do Sul. Em outra fruteira, não orgânica, Ary entrega radite. Nas estufas também são produzidas crucíferas, nas variedades de inverno e verão, cenouras, beterrabas e temperos.

Agricultor do Litoral Norte investe para diversificar a produção

No Litoral Norte do Estado, onde a chuva também tem castigado a produção, o agricultor José Webber Cardoso, de Dom Pedro de Alcântara, se prepara para inaugurar uma estufa de 600m2. Além do conforto para trabalhar, Zecão, como é chamado pelos companheiros de feira, aposta que poderá produzir no inverno as culturas mais apropriadas para o calor e voltar a produzir rúcula, que é uma folhosa muito sensível. A madeira já está pronta. Usei plástico de 150 mm, que custou R$ 2.500 reais, uma caixa de água de 10 mil litros. O agricultor conta que R$ 5 mil reais da estrutura foram financiados pelo do governo do Estado, só pra madeira, o resto é tudo recurso próprio.

Cultivo protegido demanda menos tratamento

O tecnólogo em Gestão Ambiental Nelson Bellé, assim como o colega Leandro Venturin, constata que este ano está difícil para os que não têm uma proteção. O ambiente aqui (no Litoral Norte) por natureza já é mais úmido, dificultando a produção de hortaliças. Neste tempo então, é frio, não é bom para a saúde .Na experiência de Bellé, que desde os anos 1980 trabalha com Agroecologia, o cultivo protegido também demanda menos tratamentos, como a calda bordalesa.

Sobre o uso de plásticos, o biólogo Sidilon Mendes pondera que compensa, por garantir alimento e renda, e por ser um material de fácil manuseio para guardar, com durabilidade de até quatro anos, dependendo do vento.


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