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( 11/06/2015 ) Evento destaca afinidade entre produção e conservação no Litoral Norte do Rio Grande do Sul
 


A afinidade entre produção de alimentos e conservação ambiental levou estudantes e professores, técnicos e consumidores, à Praça Central de Três Cachoeiras, no Litoral Norte do Rio Grande do Sul, dias 9 e 10 de junho de 2015, para ver os produtos de 15 organizações e se inscrever em uma das sete oficinas da 13ª Feira da Biodiversidade e 6ª Feira da Economia Solidária.

Vim até a feira buscar subsídios pra continuar os trabalhos que são desenvolvidos onde a Unidade de Conservação APA (Área de Proteção Ambiental) Rota do Sol busca cumprir um papel de desenvolvimento rural sustentável, onde se tenta dar algumas opções ao agricultores de permanecer no espaço desenvolvendo suas atividades que vão utilizar os recursos naturais, mas de forma sustentável, explicou o agente administrativo Everson Fleck. O estudante Alan Fernandes de Souza, da Escola de Ensino Fundamental José Alberto Schutt, na comunidade de Boa União, em Três Forquilhas, relacionou a proposta da Feira da Biodiversidade com um projeto da escola desenvolvido em parceria com a Secretaria Estadual do Meio Ambiente (Sema) e a Associação de Mulheres para o Desenvolvimento Comunitário (Amadecom) envolvendo horta orgânica e frutíferas da Mata Atlântica, principalmente a palmeira juçara. Tem tudo a ver porque minha escola é no ambiente rural e a maioria dos pais dos alunos são agricultores ou trabalham nesta área.

Para a estudante de Gestão Ambiental Suzana Feistheuer, ter visto de perto as sementes, tubérculos, mudas e alimentos orgânicos vai acrescentar muito à disciplina de Sustentabilidade: Aqui é onde a gente encontra o foco de todas as coisas, e vi várias coisas diferentes, muitas que já vi na infância e não tinha visto mais. Já os alunos de 4 e 5 anos da professora Jocélia de Azevedo, da Escola Abelhinha, de Três Cachoeiras, tiveram uma aula de educação alimentar.Eles são pequenos, mas é importante começar a construir desde cedo os bons hábitos alimentares.

Estudantes do IFC foram monitores nas oficinas

Aproximadamente 60 estudantes do curso Técnico Agrícola do Campus Santa Rosa do Instituto Federal Catarinense se dividiram para atuar como monitores nas oficinas de processamento de açaí juçara, medicina chinesa, comercialização de produtos da sociobidiversidade, opções produtivas para a agricultura familiar, culinária com frutas nativas, manejo ecológico de hortas e captação da água da chuva e cisternas. A oficina sobre a água foi ministrada por estudantes da Escola Estadual de Ensino Fundamental Dom José Baréa, da comunidade de Santo Anjo da Guarda, em Três Cachoeiras.

Assim como a Baréa e Abelhinha, as escolas de Morrinhos do Sul São Jorge,de Morro do Forno, e João Steigleder, de Pixirica, participaram do intercâmbio entre as escolas promovido pela Teia de Educação Ambiental Mata Atlântica. Esta rede de educadores integra professoras de escolas públicas de oito municípios do Litoral Norte do Estado.

Seminário provoca reflexão sobre alimentos

No auditório da Prefeitura Municipal, as palestras da nutricionista Regina Miranda, da Emater, e da toxicologista Ana Valls, da Associação Gaúcha de Proteção ao Ambiente Natural (Agapan), reforçaram a importância da escolha dos alimentos para a saúde mental, emocional,física e ambiental durante o seminário Biodiversidade, Agricultura e Educação. Com foco principalmente nas merendeiras e professoras - que participavam da 9ª Jornada Pedagógica do município- , Regina resgatou a história da relação da humanidade com os alimentos, comparando com a alimentação atual. A imensa maior parte do tempo, a humanidade se alimentou de alimentos da época, regionais, frescos. Hoje comemos principalmente industrializados. A especialista em Saúde Coletiva informou que alimentos como salsichas, embutidos e outros ultraprocessados foram criados para consumo durante as guerras e o hábito foi incentivado depois para que as indústrias continuassem ganhando dinheiro.

A toxicologista Ana Valls, que trabalhou na construção da Lei dos Agrotóxicos no Rio Grande do Sul e com análise de venenos, destacou que, para garantir a sobrevivência humana na Terra, é preciso ter um olhar sobre como funciona a natureza. A família é nosso primeiro educador e hoje estamos discutindo que as pessoas estão doentes. E aí a revolução se dá com cada um que tem filho e que tem aluno. É uma revolução silenciosa. A farmacêutica repetiu várias vezes a frase Não se produzem alimentos em campos de agrotóxicos. Em campos de agrotóxicos se produzem doenças, frisando que mentiras sobre produtos são repetidas à exaustão centenas de vezes por dia, estimulando as pessoas a consumir substâncias danosas ao organismo. Temos o hábito de achar que quando falamos o óbvio uma vez todo mundo já sabe. Não é assim que refrigerante entra na casa de todo mundo.

Evento realizado com diversas parcerias e apoios

A 13ª Feira da Biodiversidade e 6ª Feira da Economia Solidária foram promovidos pelo Centro Ecológico, Movimento de Mulheres Camponesas (MMC) e Movimento de Mulheres Trabalhadoras Urbanas (MMTU). A Emater, Prefeitura de Três Cachoeiras, Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Três Cachoeiras e Instituto Federal Catarinense – Campus Santa Rosa (IFC) foram parceiros e a Rede Ecovida de Agroecologia, a Teia de Educação Ambiental Mata Atlântica, Ecoforte, Fundo Brasileiro para a Biodiversidade (Funbio) e Terra do Futuro apoiaram o evento.


   
 

Cursos

23/7
Jornadas Ecológicas - Roda de conversa com Maria José Guazzelli


 

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Litoral Norte - Rua Padre Jorge, 51 / Cep: 95.568-000 / Dom Pedro de Alcântara-RS / Fone/fax: 0xx (51) 3664.02.20 /E-mail:litoral@centroecologico.org.br