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( 14/05/2015 ) Níveis de agrotóxicos nos alimentos estão em conformidade com padrões do Mapa
 


O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), publicou no dia 13 de maio de 2015 os resultados do Plano Nacional de Controle de Resíduos e Contaminantes em Produtos de Origem Vegetal (PNCRC/Vegetal). O PNRC/Vegetal é a ferramenta oficial do Mapa para verificar a presença de agrotóxicos e outros contaminantes nas frutas, verduras, legumes e grãos.

Todas as amostras das culturas de alho, amendoim, banana, batata, café, cebola, feijão, soja e trigo apresentaram níveis de resíduos de agrotóxicos dentro dos Limites Máximos de Resíduos (LMRs) estabelecidos pela legislação nacional, com um índice de conformidade de 100%. O percentual de conformidade do abacaxi, arroz, kiwi, maçã, mamão, manga, milho, tomate e uva variou entre entre 70 e 96,97%. O amendoim, amêndoa de cacau, castanha-do-brasil, feijão, milho e pimenta do reino tiveram o índice de conformidade de 83,33% a 97,06%.

Em conformidade não quer dizer sem agrotóxico

A agrônoma Maria José Guazzelli esclarece que, por trás dos testes para identificar o Limite Máximo de Resíduos (LMR), que é a quantidade máxima legalmente aceita de um agrotóxico no alimento está a crença de que o organismo humano pode ingerir, inalar ou absorver certa quantidade diária de venenos, sem que isso tenha consequências para a saúde.

Uma vez que estes dados são obtidos para as cobaias, são feitos alguns cálculos de correção para chegar ao valor do limite de tolerância para a exposição humana a cada agrotóxico. Portanto, o que se busca determinar com os testes é um valor aceitável de exposição humana ao envenenamento e não que não ocorra envenenamento.

O agrônomo Leonardo Melgarejo acrescenta que os testes desconsideram que as pessoas estão expostas a múltiplos tóxicos e ao longo do tempo, ignorando que, quando misturados, podem se potencializar e provocar doenças crônicas.

Esses indicadores tratam, na realidade, de usar as informações como álibis para continuar sustentando o uso de venenos, afirma Maria José.


   
 

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