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( 12/02/2007 ) Produção de banana em agrofloresta ocupa 250 hectares no litoral norte do RS
 


Em 1991, a comercialização da primeira produção de banana ecológica de um grupo de jovens na Feira da Coolméia, em Porto Alegre, marcou o início da Acert – Associação dos Colonos Ecologistas da Região de Torres – e de um processo de conscientização ecológica no litoral norte do Rio Grande do Sul e no Sul de Santa Catarina.

Em quase duas décadas de história, centenas de famílias viram na produção ecológica uma forma de viabilizar seu sustento no meio rural sem se expor aos riscos dos agrotóxicos e tornando suas propriedades cada vez mais auto-suficientes em termos de alimento, energia e insumos.

Hoje 15 grupos e associações produzem ecologicamente frutas, verduras, legumes e grãos, com assessoria técnica do Centro Ecológico.
A produção da banana ainda é muito forte, mas o cultivo ecológico em agrofloresta já atinge 250 hectares da região, produzindo 55.000 quilogramas por semana. In natura, a maior parte desta produção é comercializada nas cooperativas de consumidores, feiras ecológicas de Porto Alegre, Caxias do Sul e Torres. Através do Projeto de Compra Antecipada da Conab ( Companhia Nacional de Abastecimento) estabelecido com a Cooperativa Regional de Produtores Ecologistas do Litoral Norte do RS e Sul de SC, abastece 16 creches, cinco asilos, sete escolas, quatro pastorais, cinco Apaes, sete associações assistenciais, dois clubes de mães e outras entidades beneficentes. Outra parte é processada na agroindústria Morro Azul e nas propriedades, como na da família Fernandes, na comunidade da Raposa, em Três Cachoeiras (RS) e na da família Evaldt, na Pixirica, Morrinhos do Sul (RS). Passas, chimia, balas e farinha de banana verde, considerada um alimento funcional, são alguns produtos que agregam valor à produção da banana e propiciam aos consumidores urbanos o acesso a produtos de qualidade e valor nutricional superiores. Sem falar nas embalagens de vidro, rotuladas com papel reciclado.
Tudo isso demonstra que é possível preservar e recuperar remanescentes da Mata Atlântica, conviver harmoniosamente com a natureza de um”Hot Spot”, enquanto promove sua própria qualidade de vida no meio rural.
Infelizmente, esses números ainda são pequenos diante do avanço das culturas do arroz - da qual desconfia-se que ameace a disponibilidade de água nos rios e na Lagoa da Itapeva - e do fumo, comprovadamente freguesa dos agrotóxicos.
Na foto, uma agrofloresta no Morro do Coco, em Dom Pedro de Alcântara (RS), na propriedade do agricultor Antonio Model.


   
 

Cursos

20/11
Plenária do Núcleo Litoral Solidário da Rede Ecovida de Agroecologia
21/11
Curso Princípios Básicos em Agricultura Ecológica


 

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