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( 06/04/2015 ) Agricultores e técnicos de Moçambique buscam referências para ampliar agricultura orgânica em Maputo
 


Atualizado em 8 de abril de 2015.

O esforço do Ministério da Agricultura de Moçambique, do Conselho Municipal (prefeitura) de Maputo e da ONG francesa Essor para ampliar a agricultura orgânica na Capital do país, trouxe quatro técnicos e duas agricultoras à região de Torres, no Litoral Norte do Rio Grande do Sul, entre os dias 31 de março e 6 de abril de 2015.

A viagem técnica incluiu visitas as cooperativas de consumidores Coopet e Ecotorres, cooperativa de produtores Econativa, Agroindústria Morro Azul,Escola Ferrari e Prefeitura de Torres. Dois dias foram dedicados a uma vivência nas propriedades das famílias Fernandes, em Três Cachoeiras, Strege Evaldt e Martins, em Morrinhos do Sul.

No trabalho com estas famílias locais, as agricultoras Isabel Marcos Muholove Buana e Alda Nhabanga Cossa perceberam o que ainda falta para as 256 famílias de Maputo que produzem sem agrotóxicos. A organização é que falta. Este é o ponto focal, detectou Isabel, que representa uma das 12 associações na União das Associações. Eles (os agricultores locais) conseguiram fazer esse modelo de feira porque têm confiança. Eles confiam um no outro.

Contaminação dos alimentos desenhou processo com agricultura orgânica

No cinturão verde de Maputo, município com mais de 1 milhão de habitantes, a produção orgânica iniciou há cerca de seis anos, como contraponto ao alto índice de agrotóxicos encontrados nos alimentos. Quando começamos este trabalho fizemos uma análise e encontramos produtos com DDT, que já estava proibido para a agricultura, mas ainda permitido contra a malária, explicou a coordenadora da ONG francesa Essor em Moçambique, Emmanuelle Patetsos. Além dos produtos contaminados importados principalmente da África do Sul, a própria agricultura de Maputo consome, segundo o técnico Estevão João, 16% de todo agrotóxico consumido no país.

Agora temos uma pequenina cadeia, estamos na fase embrionária e estamos a iniciar o processo de certificação participativa,, disse Emmanuelle, para quem a certificação é uma forma de garantir a qualidade do alimento para o consumidor e valorizar o agricultor. Para João, o Sistema de Certificação Participativa (SPG) da Rede Ecovida de Agroecologia está mais identificado com as necessidades dos agricultores orgânicos assessorados pela Essor.

Assim, o coordenador da ONG Centro Ecológico Laércio Meirelles foi convidado pela ONG francesa a prestar uma consultoria para os agricultores orgânicos de Maputo em Sistemas de Certificação Participativa (SPG) durante 15 dias em novembro de 2014.
Foi neste período que iniciou o planejamento da viagem técnica ao Sul do Brasil para ver de perto como funciona a certificação participativa da Rede Ecovida. Criada no início dos anos 2000 para promover a agroecologia, a rede tem quase 30 núcleos no Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul.

Grupo visitou o Núcleo Serra

Em Caxias do Sul, o grupo visitou, no dia 7 de abril, a propriedade de Ary Venturin, que há 17 anos produz hortaliças sem agrotóxicos, a Embrapa Uva e Vinho, a Fruteira Ecológica e almoçou no restaurante orgânico e vegano Trigais.

Leia também:
Matéria sobre a visita à Prefeitura de Torres


   
 

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