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( 17/03/2015 ) Milhos transgênicos tolerantes a agrotóxicos podem aumentar consumo de substâncias cancerígenas
 


Atendendo aos pedidos das empresas Dow Agrosciences e Monsanto, a Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio) liberou, em sessão realizada em 5 de março de 2015, duas espécies de milho transgênico resistentes a agrotóxicos. Uma das espécies chama-se DAS 40278-9, tolerante ao herbicida ácido diclorofenóxiacético (2,4-D). A outra, denominada NK603 x T25, suporta, sem morrer, aplicações dos herbicidas glifosato e glufosinato de amônio.

Na matéria do site do Ministério de Ciência e Tecnologia (MCTI) a coordenadora geral da CTNBio, Tassiana Fronza, considera que outros países já aprovaram o plantio e consumo humano e animal organismo geneticamente modificado (OGM)..

Mas um artigo de Leonardo Melgarejo alerta que o milho DAS-40278-9, ao carregar genes que garantem sua sobrevivência após banhos com os herbicidas 2,4-D e haloxifope assegura não apenas o crescimento exponencial no uso destes venenos como todas implicações dali resultantes.

A aprovação do milho DAS-40278-9, conforme o agrônomo, abre portas para que  o 2,4-D, componente do Agente Laranja, teratogênico, carcinogênico, suspeito de causar alterações endócrinas, classificado como “extremamente tóxico” cujo uso vem sendo limitado nas regiões civilizadas do planeta e ainda está sob reavaliação da Anvisa, podendo vir a ser proibido no Brasil.
Sobre os perigos associados ao 2,4-D, Melgarejo recomenda a leitura das notas técnicas elaboradas pelos especialistas Wanderlei Pignati e o mestrando Francco Lima e Karen Friedrich.

Nota técnica cita estudos que relacionam 2,4-D a diversos tipos de câncer

Entre outras informações, o documento de Pignati e Lima, afirma que o 2,4-D, como qualquer outro agrotóxico é causador de inúmeros agravos a saúde humana, mas essa substância se tornou muito conhecida depois da Guerra do Vietnã (1959- 1975), no qual o 2,4-D foi um dos componentes principais do Agente Laranja (2,4-D + 2,4,5-T), utilizado como desfoliante e pulverizado nas selvas para mostrar os vietnamitas escondidos. O nome Agente Laranja é por conta do rótulo dos galões do produto. Os veteranos de guerra expostos ao produto, conforme estudos conduzidos na Nova Zelândia, apresentaram problemas graves de saúde, tais como câncer urológico e de próstata.

Já um especialista da Academia Americana de Medicina e Meio Ambiente afirma que o 2,4-D é considerado a causa de todos os cânceres e defeitos genéticos nos filhos de ex combatentes americanos no Vietnã e de vietnamitas, causado pelo Agente Laranja.

Pressão da sociedade civil consegue adiar a votação do eucalipto transgênico para abril

Na primeira quinzena de abril, de acordo com a matéria publicada no Brasil de Fato, será votada a liberação do eucalipto transgênico. No dia 5 de março, um protesto da Via Campesina conseguiu impedir que este ponto chegasse à pauta de votações.


   
 

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