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( 13/03/2015 ) Mercado de orgânicos prioriza respeito ao consumidor
 


Oferecer ao consumidor alimentos saudáveis, sem agrotóxicos, aditivos químicos e transgênicos foi o que motivou lideranças do município de Três Cachoeiras a organizar uma cooperativa de consumidores de produtos ecológicos, a Coopet. Antes da abertura da loja, em junho de 1999, as pessoas que queriam alimentos orgânicos iam na cooperativa Coolmeia em Porto Alegre, ou um de nós ia junto com os agricultores (ecologistas) que iam para feira, recorda o coordenador da Coopet, Adalberto Lumertz Borges.

Alguns meses mais tarde, em dezembro de 1999, foi a vez dos consumidores de Torres, a 30 quilômetros de Três Cachoeiras, organizarem a cooperativa Ecotorres. O trabalho que nós fazemos é disponibilizar um lugar para comprar produtos ecológicos, porque cada vez mais vemos a tragédia dos agrotóxicos, diz o coordenador da Ecotorres, José Alberto Johann. Na opinião de Johann, respeitar o consumidor é proporcionar alimento saudável. O alimento tem que ter qualidade, condições sanitárias. Imagina tirar uma banana de uma penca cheia de veneno e dar para uma criança de dois anos?

Para este público, a a responsável pela merenda de 500 alunos de nove escolas do município de Maquiné,Karine Rabaioli, pondera que, apesar de fazer muita diferença no futuro, o alimento orgânico ainda é desconhecido por alunos e professoras. Profissionais da Biologia, Nutrição, Agronomia, ou pessoas que entendem o que é alimento orgânico, vêem com bons olhos eu colocar orgânicos (na alimentação escolar). Para o aluno não parece que faz diferença. A especialista em Nutrição Clinica gostaria que professores tivessem acesso ao conhecimento sobre orgânicos para poder trabalhar a importância destes alimentos com os alunos.

Órgãos de fiscalização do RS não informaram sobre monitoramento de resíduos de agrotóxicos nos alimentos

No Procon de Torres, o técnico Marcos Oliveira informou que o órgão ainda não registrou casos sobre resíduos de agrotóxicos nos alimentos. O que a gente recebe é alimento com prazo validade vencido, mas não é rotineiro, explicou. Como o Procon não é orgão fiscalizador, Oliveira sugeriu o contato com a Vigilância Sanitária do município, onde o coordenador João Alfredo Westphalen disse que esse tipo de regulacão é feita através da Vigilância Sanitária do Estado, e que informações poderiam ser obtidas junto à 18ª Coordenadoria Regional de Saúde, em Osório.

Segundo informações desta coordenadoria, o Centro Estadual de Vigilância em Saúde (Cevs) faz o monitoramento de resíduos de agrotóxicos em diversos pontos de venda, tais como as Centrais de Abastecimento do Estado do Rio Grande do Sul (Ceasa). Mas, por telefone, uma funcionária da Divisão de Vigilância Sanitária do Cevs disse nós não estamos autorizados a falar sobre isso.


   
 

Cursos

20/11
Plenária do Núcleo Litoral Solidário da Rede Ecovida de Agroecologia
21/11
Curso Princípios Básicos em Agricultura Ecológica


 

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