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( 16/02/2015 ) Araruta é alternativa ao trigo e renda para agricultores familiares
 


Foto: Na foto de Ana Luiza Meirelles, o agricultor Jorge Evaldt no processo de secagem da fécula.

A intolerância ao glúten e a busca por boa forma tem levado muitas pessoas a evitar alimentos com trigo. Mesmo quem não experimenta desconforto ao consumir pães, bolachas e massas pensa em formas de reduzir o consumo desta proteína do trigo processado. E vem das raízes da araruta (Maranta arundinacea) uma alternativa leve e pouco calórica para, sozinha ou com farinha de arroz e milho, substituir o trigo em pratos doces e salgados.

Para Zenilda e Jorge Evaldt, de Morro do Forno, comunidade de Morrinhos do Sul, Litoral Norte do Rio Grande do Sul, a farinha de araruta é mais uma alternativa de renda. Produz muito em pouco espaço e pode ser armazenada por mais tempo que alimentos in natura.

O casal de agricultores começou a cultivar em 2006 e aos poucos foi aperfeiçoando a produção. Este processo, segundo Jorge Evaldt, é demorado: tem que arrancar, tirar a pelezinha, raspar ela, cevar, ralar, desmanchar na água, coar num pano, esperar assentar a água e separar. De preferência secar no dia seguinte, porque ela não pode azedar pra depois guardar. Pra colher cem quilos de raiz eu gasto um dia sozinho. A fécula é vendida por R$ 20 reais o quilo, principalmente para clientes de Florianópolis e de Canoas, perto de Porto Alegre.

Combate resfriados e corrige o pH sanguíneo

Na dieta dos consumidores, conforme a especialista em transtornos cognitivos Carin Primavesi Silveira, a araruta com molho de soja (shoyo) macrobiótico*, que tem quase nada de sal, é o carro chefe contra resfriados e febre e funciona maravilhosamente . Adepta da cura pela alimentação, a psicopedagoga dá a receita do chá que faz a gripe desaparecer como se passasse uma esponja: diluir uma colher de café de farinha de araruta em 1/4 litro de água, ferver até ficar transparente. Adicionar um pouco de molho de soja macrobiótico e tomar de três a quatro copos por dia. Se tomado com regularidade, ajuda em manter o pH correto do sangue, pois comemos coisas que acidificam muito, como açúcar, cafeínas, industrializados com aditivos, carnes vermelhas, refinados, alcool, explica a psicanalista.

A nutricionista Irany Arteche, classifica a araruta como Planta Alimentícia Não Convencional (Panc), tipo de alimento ao qual ela dedica uma atenção especial em receitas e palestras. É uma fonte de carboidrato, mas é um carboidrato muito digestível.

Já a nutricionista Josiane Paz da Silva defende que, para quem quer emagrecer ou prevenir diabetes, a araruta deve ser associada às sementes de gergelim ou linhaça trituradas. Associada com a farinha de arroz, pode substituir o trigo, para quem é intolerante ou quer evitar o glúten. Dá para usar associado à farinha de milho. É uma indicação para crianças a partir dos dois anos, porque hoje em dia as crianças estão apresentando bastante constipação.


*Macrobiótica é um sistema alimentar desenvolvido baseado no equilíbrio entre a energia dos alimentos.


   
 

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