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( 30/01/2015 ) Grupos e associações do Litoral Norte comercializam 70 mil quilos de banana orgânica por semana
 


Um levantamento informal do Centro Ecológico mostrou que desde o segundo semestre de 2014 os grupos e associações do Litoral Norte do Rio Grande do Sul comercializam por semana, 70 mil quilos de banana orgânica. A maior parte, em torno de 40 toneladas, é absorvida uma rede de supermercados, por meio da Cooperativa do Grupo Ecológico Santo Anjo da Guarda (Coopergesa), de Três Cachoeiras. Para os Pontos de Safra, de Caxias do Sul , vão até 10 toneladas. Tem as feiras de Porto Alegre, Canoas, as cooperativas de consumidores (Coopet em Três Cachoeiras e Ecotorres em Torres), a merenda escolar. Somando tudo deu isso, calcula o tecnólogo em Gestão Ambiental Nelson Bellé.

De acordo com o agricultor Edgar da Silva Cristovan, da Vila Broca, Mampituba, o aumento na demanda por banana orgânica incentivou mais agricultores do município a confiar na produção ecológica. Tem um grupo na Chapada (do Morro Bicudo), um grupo na Roça da Estância e no Alto Rio de Dentro. Tem quatro grupos organizados. Antes tinha uns grupos aí ecológicos que vendiam banana em Caxias , mas daí, agora que a coisa fluiu mais, de uns três, quatro anos pra cá.

Foi neste espaço de tempo que as nove famílias do Boa Esperança, grupo de Edgar, saíram do convencional e conseguiram a certificação orgânica da banana através do Sistema Participativo de Garantia (SPG) da Rede Ecovida. O grupo faz parte do Núcleo Litoral Solidário desta rede de Agroecologia presente no Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná.

Custo menor com preço maior

Na avaliação de Edgar, antes da transição o custo para produzir era quase o dobro, enquanto o preço pago pelo produto era menor. Hoje, embora tenham uma política de preços competitiva, os agricultores recebem R$ 1,40, por quilo, na roça.

Já os convencionais, como Elisa Carlos Schardosim da comunidade de Rio do Meio, Mampituba, recebem R$ 10 reais pela caixa de 20 quilos, o que representa R$ 0,50 centavos o quilo. Conforme Elisa, que está buscando na produção ecológica uma solução para o pés doentes em seu bananal, existe também o risco de refugo e as bananas que são classificadas pelo comprador como de segunda , com preço mais baixo.

Transição deve ser etapas, recomenda agrônomo

O agrônomo André Gonçalves recomenda que a conversão do bananal convencional seja em etapas, mudando gradativamente os métodos de controle de pragas, doenças e adubação. Este processo pode levar até três anos, como aconteceu com Edgar.

Gonçalves também recomenda que o agricultor reserve uma parte do bananal para a produção orgânica, principalmente aquelas áreas que produzem menos e, preferencialmente são isoladas. O agrônomo diz ser comum uma pequena queda na produção, o que é compensado pela economia em insumos e melhor preço de venda.


   
 

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20/11
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