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( 20/01/2015 ) Sorvete resgata visibilidade das frutas nativas para consumidores urbanos
 


A ideia de dar visibilidade às frutas típicas gaúchas através de produto com forte apelo popular como o sorvete surgiu na metade de 2012, durante um seminário sobre frutas nativas promovido pela Secretaria da Economia Solidária e Apoio à Micro e Pequena Empresa (Sesampe) e organizado pelo Centro Ecológico no Centro de Formação Pastoral em Dom Pedro de Alcântara.

A partir daí as ONGs Centro Ecológico e Centro de Tecnologias Alternativas Populares (Cetap - Passo Fundo), junto com a cooperativa de consumidores Ecotorres, somaram esforços para fazer da proposta uma realidade antes do final de 2012. De lea para cá o sorvete agradou em eventos na Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul, Expointer e Palácio Piratini, sede do governo estadual.

Consumidores valorizam o produto

Hoje os sorvetes com polpas de frutas nativas do Rio Grande do Sul estão no gosto de consumidores como a empresária Marli Borges, de Torres. Cada vez que vai na cooperativa Ecotorres - o que ocorre quase todos os dias -, ela toma um sorvete de açaí juçara, araçá, amora ou goiaba serrana. Gosta também de banana e abacaxi. Esse sorvete não tem gordura, o outro é só gordura e tem muitos produtos químicos. Na verdade eu consumo só produtos ecológicos. Veneno não dá!

Outro cliente da cooperativa que não abre mão da pureza nem na hora de tomar sorvete é Alécio Pereira de Souza. O analista processual conta que no segundo semestre de 2014 chegava a tomar um quilo do sorvete por dia, quantidade logo depois foi proibida por seu educador físico. Adoro todos. Butiá, amora pelo visual, banana que é muito cremoso, mas hoje estou tomando mais os sucos de polpa e o açaí juçara na tigela.

Souza, que como consumidor se considera um investidor em projetos de preservação ambiental, está de fato colaborando para evitar a extinção de espécies como o butiá da praia e a palmeira juçara. O picolé de guabiroba, por exemplo, super apreciado por sua mãe, Aléa Pereira, é produzido em Sistemas Agroflorestais (Safs) na região de Passo Fundo.

Sorvete usa polpa de frutos importantes para a biodiversidade do RS

Conforme o coordenador do Cetap, Alvir Longhi, atualmente 60 famílias implantaram o fruto ou fazem coleta nas árvores já adultas das propriedades. Além de manter as árvores nativas devido ao incremento na renda, o potencial de aproveitamento dos frutos tem se mostrado um tema importante no sentindo de aumentar o nível de participação das mulheres agricultoras , observa Longhi.

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