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( 02/10/2006 ) Peti Praia Grande finaliza Biodiversidade e inicia nova fase com foco na segurança alimentar
 


Localizado no limite de duas áreas de preservação ambiental - o Parque Nacional Aparados da Serra e o Parque Nacional da Serra Geral, o município de Praia grande, no extremo sul de Santa Catarina, sofre os mesmos problemas de degradação ambiental e erosão da biodiversidade de outras cidades do Brasil. A não ser dentro dos próprios parques, árvores como peroba, cangerana, canela, cedro, bicuva, ipê, garuva, carvalho, tarumã e angiqueiro não são mais encontradas na região. E não foram somente as árvores que sumiram. Alimentos tradicionais como feijão de vagem, batata-salsa, cará, amendoim, batata-camarão, abóbora e batata taia, deram lugar a alimentos industrializados e não tão saudáveis assim.
Estes foram os resultados de um levantamento realizado pelo Projeto Biodiversidade, que começou a ser implementado pela equipe técnica do Centro Ecológico no Programa de Erradicação do Trabalho Infantil – Peti Praia Grande - em setembro de 2005. Desde então, os seis professores e professoras e cem crianças e adolescentes participaram de atividades de educação ambiental e produziram diversos materiais, entre painéis, maquetes e redações, além do incentivo à horta que já existia antes do projeto.
Na tarde de 29 de setembro, um encontro com as mães e professoras, encerrou o Projeto Biodiversidade e deu início a uma nova fase, focada na segurança alimentar e apoiada pelo projeto Agricultura Ecológica e Soberania Alimentar - Ampliação e Consolidação, patrocinado pela Petrobras/Petrobras Fome Zero.
O agricultor Nelson Bellé, da equipe técnica do Centro Ecológico, falou sobre a importância das hortas urbanas e como este trabalho vem se ampliando em outros países: “Cada vez mais as pessoas estão preocupadas em produzir seu alimento, próximo de casa. Em Montevidéu, uma ONG tem mais de 20 grupos de agricultura urbana, que planta nos terrenos baldios, fazendo um contrato com o proprietário. Cada vez mais pessoas estão envolvidas, assim como desempregados, aposentados. É uma questão econômica e também da pureza do alimento.” Bellé deu algumas dicas de como produzir alimentos puros em pequenos espaços:

- Fazer uma horta diversificada, promovendo o consórcio entre hortaliças, verduras e legumes. “Rúcula, repolho, beterraba podem ser plantadas consorciados, não precisa muito espaço.”

- Os temperos ajudam a espantar os insetos. As flores como cravo-de-defunto e outras, atrem os insetos e estes então não atacam os cultivos.

- O composto para adubar o solo nunca deve ser enterrado, pois apodrece e fica tóxico para as plantas. Os restos de frutas, e tudo mais que puder ser aproveitado em casa, deve ser colocado sobre a terra, mas tapado com palha ( restos de galhos, grama cortada, etc.)

- O biofertilizante é um adubo líquido feito com uma parte de esterco, água, melado de cana ou açúcar mascavo. Deixar tapado fermentando por 15 dias e depois pulverizar as plantas.

- Plantas adubadeiras como aveia preta podem ser usadas em sistema de rodízio.

- Ensacar as frutas em papel manteiga ( pêssego, laranja, banana) é um excelente recurso para quem deseja frutos mais doces e mais ricos em sais minerais: “Não é só a aparência, o sabor é muito melhor porque a chuva lava os minerais e o açúcar das plantas.”

- Quem tem uma produção em casa pode até industrializar algumas coisas, como geléias, sucos, mesmo com espaço pequeno.

O projeto Biodiversidade foi implementado no Peti Praia Grande ( que fica no Centro de Aproveitamento da Criança e do Adolescente – Ceproaca) com a assessoria da pedagoga Adriane Lipert Bitencourt. A diretora do Ceproaca é Stella Maris Trevisani Coelho.


   
 

Cursos

20/11
Plenária do Núcleo Litoral Solidário da Rede Ecovida de Agroecologia
21/11
Curso Princípios Básicos em Agricultura Ecológica


 

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