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( 17/01/2014 ) Uso sustentável do fruto da palmeira juçara pode reduzir crimes ambientais, acreditam técnicos
 


Foto:Centro Ecológico faz parte da Rede Juçara e realiza cursos para divulgar o uso do fruto entre os agricultores

Conforme matérias divulgadas em diversos veículos de comunicação do RS, nos dias 13 e 15 de janeiro de 2014, no Litoral Norte do Estado, o pelotão de Capão da Canoa do Comando Ambiental da Brigada Militar fechou duas fábricas clandestinas de palmito.

Feitas a partir do corte de palmeiras roubadas, as conservas ameaçam a saúde do consumidor, a sobrevivência da Mata Atlântica e o trabalho de agricultores como Luzia Fernandes, de Três Cachoeiras.

Há cerca de três meses, foram roubadas todas as palmeiras adultas da agrofloresta da família. “Quando foram cortar banana de manhã estava tudo cortado no meio da estrada.Tivemos que registrar o roubo porque senão poderiam achar que nós tínhamos cortado”.

Para Luzia, somente a repressão policial sobre quem manda roubar pode acabar com o crime. Mas para os técnicos envolvidos com a recuperação da espécie Euterpe edulis, o manejo dos frutos, que é mais rentável que o palmito, pode contribuir para reduzir a criminalidade associada ao palmito.

“Tenho esperança que um dia o corte ilegal acabe, até porque com o replantio das sementes coletadas acredito que um dia, com o trabalho da Rede Juçara possamos também manejar o palmito”, diz o secretário executivo do Instituto de Permacultura e Ecovilas da Mata Atlântica (Ipema), Hamilton Bufalo.

O coordenador técnico do Centro Ecológico, André Gonçalves, concorda com a opinião de Bufalo. “Com o vetor econômico gerado pela proposta de aumentar a população da palmeira juçara, acredito que teremos no futuro a possibilidade extração sustentável do palmito e mais o uso dos frutos, como já acontece com a palmeira Euterpe oleracea”.

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