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( 12/08/2013 ) Oficinas valorizam espécie da Mata Atlântica ameaçada de extinção
 


A valorização da palmeira juçara, espécie fundamental para conservação da Mata Atlântica, foi o foco de três oficinas de despolpa realizadas na semana passada no Litoral Norte do RS. "O objetivo é que as pessoas percebam a importância de cuidar da palmeira juçara, então as oficinas são para o pessoal saber do uso e preservar", explicou o gestor ambiental Nelson Bellé, da ONG Centro Ecológico.

Na quarta-feira, 7 de agosto pela manhã, na Escola Estadual de Ensino Fundamental Dom José Baréa, em Três Cachoeiras, os alunos do 6º ano aprenderam a tirar os frutos dos cachos, selecioná-los e depois extrair a polpa. Na parte da tarde, nove famílias do grupo Taió, no mesmo município, participaram da segunda oficina do dia. Na tarde de quinta-feira, 8 de agosto, um grupo no município de Três Forquilhas também começou a ver os frutos roxos da juçara com outros olhos.

"Sempre é feita uma fala inicial sobre a importância de não só tirar da natureza, mas que essas sementes retornem depois, porque se as pessoas plantarem mais palmeira juçara, vai ter alimento para os animais silvestres e polpa para as pessoas", enfatiza Bellé, que pensa que se tem abundância, tem alimento para todos, mas, que se tirar o palmito, que é o caule da árvore, a espécie vai continuar ameaçada.

"Acho que essas oficinas servem de impulso na região para fomentar a parte econômica e ambiental. Quem conhece preserva", acredita a professora Inês Gonçalves que organizou duas das oficinas ministradas. Inês disse que a partir da oficina o grupo de Três Forquilhas irá se mobilizar junto aos vereadores e veículos de comunicação para o que a polpa do açaí de juçara seja incluída na alimentação escolar do município.


Alunos beberam o suco e vão produzir mudas

Na hora do lanche da Escola Baréa, a merendeira Daniele Ritter misturou suco de maracujá orgânico com a polpa recém processada pelos alunos. "Todos adoraram, não sobrou nada. Eles nunca tinham experimentado açaí feito na hora", disse Daniele, que também não conhecia o processo de despolpa. No final, os alunos repartiram as sementes entre eles para produzir mudas em casa e distribuir. Outras sementes serão plantadas nos limites do pátio da escola.

Outras oficinas serão agendadas nas escolas e comunidades da região.


   
 

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