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( 24/04/2013 ) Conferência de saúde em Mampituba destaca benefícios da agricultura ecológica
 


Saúde no campo foi o tema da 3ª Conferência Municipal de Saúde de Mampituba, Litoral Norte do RS, realizada dia 23 de abril, no Salão Comunitário da sede.

Na abertura do evento, o prefeito Pedro Juarez da Silva, afirmou que o município apresenta um alto índice de câncer relacionado aos agrotóxicos. "É preciso que os profissionais da saúde levem essa visão mais ampla sobre a relação da saúde com outros eventos, como agrotóxicos, cigarros e bebidas".

Mampituba tem aproximadamente 3 mil habitantes, em sua maioria trabalhadores rurais.

Palestra apontou Brasil como líder mundial no uso de agrotóxicos

A seguir, o tecnólogo em Gestão Ambiental Cristiano Motter, do Centro Ecológico, apresentou uma palestra apontando as razões ambientais, econômicas, políticas e sociais que levam os agricultores a adotar o sistema de cultivo ecológico. Motter destacou que o Brasil é o maior consumidor mundial de agrotóxicos e que somente em 2009 foram lançadas nas lavouras brasileiras 1 milhão de toneladas de agrotóxicos, o que representa 5,2 kg de veneno por habitante. As intoxicações registradas, de acordo com as informações apresentadas pelo técnico, são mais frequentes entre homens na faixa etária que vai dos 20 aos 50 anos. Mas também ocorrem muito entre crianças de 1 a 4 anos de idade.

Apesar de ter avaliado como muito boa a palestra "para o povo deixar de usar veneno", a agricultora Maria Correa Pereira, responsabilizou a pressão do mercado pelo uso de agrotóxicos na cultura da banana. "Os caminhoneiros não levam banana pequena, só as grandes , bicudas. Não é culpa do agricultor usar veneno. Em Porto Alegre só querem banana bonita, mas a bonita é com veneno".

Parte das informações da palestra de Motter são do livro Agrotóxicos no Brasil, de Flavia Londres. O livro está disponível para download gratuito .

Hábitos de consumo incidem sobre saúde e meio ambiente

Outra palestra, destinada a estudantes do 6º ano à 8ª série da Escola Afonso Bedinot, relacionou a crise climática e a crise na saúde ao padrão de consumo imposto pelo estilo de vida atual. "Tentei trabalhar a importância dos hábitos de consumo para a saúde e para o ambiente. Mostrar que um alimento preparado com produtos da propriedade, como pão de batata- cará, pão de aipim, têm mais valor nutricional,cultural e ambiental do que bolacha recheada", explicou o tecnólogo em Gestão Ambiental Nelson Bellé, também do Centro Ecológico.

Estavam presentes na conferência agricultores, professoras, funcionários municipais, representantes de entidades e lideranças políticas das comunidades de Costãozinho, Roça da Estância, Cambraia, Vila Matias, Alto Rio de Dentro, Rio da Invernada, Rio da Panela, Rio do Meio, Santa Luzia, Chapada, Taquaruçu e também do município de Praia Grande/SC.

A participação do Centro Ecológico contou com o apoio da Rede Terra do Futuro (Framtidsjorden, com sede na Suécia), por meio do projeto Desenvolvendo a agricultura familiar ecológica – soluções ambientais para problemas sociais em comunidades rurais do RS.


   
 

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