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( 29/03/2013 ) Pesquisa avalia benefícios ambientais dos sistemas agroflorestais do Litoral Norte do RS
 


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GPS, fita métrica, trena, estacas de madeira e plaquetas de metal, foram algumas ferramentas usadas na coleta de dados de um sistema agroflorestal na Chapada do Morro Bicudo, município de Mampituba, Litoral Norte do RS, na quarta-feira, 27 de março.

Com a coleta desta e de mais 14 áreas de amostragem em propriedades de Mampituba, Morrinhos do Sul, Dom Pedro de Alcântara e Três Cachoeiras, o Centro Ecológico poderá avaliar os benefícios ambientais gerados pelas agroflorestas da região.

O estudante de agronomia do Instituto Federal Catarinense William Moraes, explicou a utilidade e a metodologia da pesquisa: "serve para saber quanto as árvores estão captando de carbono da atmosfera. De acordo com a altura e o diâmetro é calculado quanto ela consegue retirar de carbono para ajudar na questão do aquecimento global." Segundo Moraes, o ambiente do sistema agroflorestal contribui também no desenvolvimento das bananeiras: "forma todo um microclima aqui e ajuda na restauração da Mata Atlântica."

Como é feito
O ponto central das medições é marcado com um GPS, o que permite localizar a área implantada depois, por outros pesquisadores e na Internet. Em seguida é delimitada uma parcela de 20 por 35 metros, onde todas as árvores com mais de 15 centímetros de diâmetro são listadas, medidas e recebem uma plaqueta numerada.

Neste bananal agroflorestal de dois hectares foram encontradas as espécies louro, canjerana, licurana, capororoca, abacateiro, canela, grandiuveira e embaúba, além das bananeiras que em 2012 produziram sem insumo algum, 23 toneladas de fruta orgânica certificada pela Rede Ecovida de Agroecologia.

Manejo agroflorestal rendeu 23 toneladas em 2012
Atualmente são colhidos de 20 em 20 dias, 1 mil e 100 quilos de banana. A produção é vendida para uma rede de supermercados com sede em Porto Alegre.

Os responsáveis pela colheita são vizinhos do agricultor Dirceu Selau, proprietário da agrofloresta estudada. José Ricardo e Pedro Monteiro Ramos estão fazendo a transição para o manejo agroflorestal e formando um grupo ecológico com outras famílias das comunidades de Rio de Dentro, Rio da Invernada e Roça da Estância." Depois de um ano e meio poderemos comercializar com a certificação."

Pesquisa faz parte de um projeto
A implantação de áreas para levantamento de dados faz parte do projeto Agricultura ecológica e serviços socioambientais, implementado pelo Centro Ecológico com apoio da Organização Intereclesiástica de Cooperação para o Desenvolvimento (Icco) da Holanda. A coleta de dados de quarta-feira foi uma parceria com o Instituto Federal Catarinense (IFC) e contou com a participação dos estagiários em técnico agropecuário Leonardo de Souza e Renan Webber e dos bolsistas do curso de Agronomia Celso da Silva Pereira e William Moraes.


   
 

Cursos

20/11
Plenária do Núcleo Litoral Solidário da Rede Ecovida de Agroecologia
21/11
Curso Princípios Básicos em Agricultura Ecológica


 

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