Notícias
 
( 06/11/2012 ) Fundadora da Rede Terra do Futuro ministra etapa de formação para Teia de Educação Ambiental
 


Foi numa sala de aula, em 1984, que a professora sueca Birgitta Wrenfeldt ministrou o primeiro curso do Projeto Vacaria para filhos de agricultores da região de Ipê e Antonio Prado, na Serra Gaúcha. Algum tempo depois, este projeto deu origem ao Centro Ecológico.

Vinte e oito anos mais tarde, também numa sala de aula, Birgitta encontrou, na 26ª Etapa de Formação da Teia de Educação Ambiental Mata Atlântica, frutos daquelas sementes plantadas em plena Revolução Verde. A reunião em clima de informalidade na tarde de quarta-feira, 31 de outubro, no Centro de Formação Pastoral em Dom Pedro de Alcântara, reuniu professoras de Dom Pedro de Alcântara, Mampituba, Torres, Três Cachoeiras e Morrinhos do Sul para ouvir Birgitta e o agricultor ecologista sueco Niklas Palmcrantz.

"Birgitta foi a primeira pessoa a apoiar efetivamente o trabalho do Centro Ecológico. Niklas nos conheceu em 1988, uma fase em que trabalhávamos para mostrar que era possível produzir sem venenos e ele já era agricultor ecologista na Suécia. A gente não podia perder a oportunidade de aproveitar a presença deles aqui para contar como é o trabalho lá", explicou o agrônomo Laércio Meirelles no início do encontro.

Em seguida, Birgitta relatou como funciona a escola popular para adultos em que ela trabalhava quando fundou a Rede Terra do Futuro e os fatos que motivaram as discussões ambientais na Suécia. A decepção com um referendo sobre energia nuclear e novas leituras políticas introduzidas por exilados das ditaduras de países da América Latina provocaram um novo entendimento da natureza. "Vivendo nesse mundo, todos somos afetados. Percebemos que tudo está junto. Se tem guerra num lugar seremos afetados. Decidimos então que iríamos trabalhar com questões como o que comemos, o que compramos, cultivamos, etc."

Sobre o início da cooperação com o Centro Ecológico, a professora contou que, sendo da organização Amigos da Terra, começou a escrever a membros do grupo no mundo inteiro perguntando do que precisavam para trabalhar pelo meio ambiente."Recebemos uma resposta da ADFG – Associação Democrática Feminina Gaúcha -, dizendo que precisavam de uma máquina de escrever. E nós mandamos. Com a máquina eles escreveram sobre a situação da Revolução Verde e seus pesticidas aqui no Brasil. Eles descreveram sobre todos esses estragos dos venenos, câncer, bebês com problemas, alergias".

A partir de um convite da ADFG Birgitta foi designada para vir ao Brasil e ver de perto o que deveria ser feito. Então, no aeroporto, Birgitta conheceu a agrônoma Maria José Guazzelli, que seria a fundadora do Centro Ecológico. "Conversei dois minutos com ela e pensei: é com essa mulher quero trabalhar a vida inteira".

Assim, tiveram início os cursos, projetos e todo o trabalho que exigiu a articulação da Teia e etapas de formação como essa, realizadas desde 2005.


   
 

Cursos

5/12
Encontro Estadual da Cadeia de Frutas Nativas
11/12
Encontro de Mulheres do Litoral


 

Ipê-Serra - Rua Luiz Augusto Branco, 725 - Bairro Cruzeiro / Cep: 95.240-000 / Ipê - RS / Fone: 0xx (54) 3233.16.38 / E-mail: serra@centroecologico.org.br
Litoral Norte - Rua Padre Jorge, 51 / Cep: 95.568-000 / Dom Pedro de Alcântara-RS / Fone/fax: 0xx (51) 3664.02.20 /E-mail:litoral@centroecologico.org.br