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( 17/08/2012 ) Seminário define estratégias para estabelecer polo de frutas nativas no Litoral Norte do RS
 


Nos próximos meses, o Litoral Norte do RS poderá receber investimentos em infraestrutura de produção e comercialização de produtos feitos a partir de butiá e açaí de juçara.

A ação encaminhada em um seminário na quarta-feira, 15 de agosto, no Centro de Formação Pastoral em Dom Pedro de Alcântara, faz parte da estratégia do governo estadual para estabelecer um polo de frutas nativas na região e fortalecer uma das seis cadeias produtivas do Estado.

"Fizemos um levantamento de algumas das frutas nativas, e nessa região se destacaram a palmeira juçara e o butiá da praia", explicou a diretora da Secretaria da Economia Solidária e Apoio à Micro e Pequena Empresa (Sesampe), Nelsa Nespolo. Segundo a diretora, a proposta visa também o artesanato com fibras e sementes, dentro da lógica da Economia Solidária."Vamos apostar naquilo que for coletivo", enfatizou Nelsa.

Segundo informações do técnico agrícola Cristiano Motter, do Centro Ecológico, serão comprados equipamentos para as agroindústrias e cooperativas de consumidores de produtos ecológicos. Um dos produtos a ser processado por um empreendedor e comercializado nos pontos de venda de produtos ecológicos serão os sorvetes de frutas nativas, a exemplo do que já existe na região Nordeste do País.

Organizações e produtora individual apresentaram alternativas de uso

Centro Ecológico e Ação Nascente Maquiné ( Anama) apresentaram o trabalho com o açaí de juçara realizado sob a perspectiva de conservação da Mata Atlântica a partir da geração de renda para os agricultores familiares do Litoral Norte do RS. A produtora Marta Bergamo, associada da cooperativa de consumidores Ecotorres, mostrou como começou o processamento do butiá.

O coordenador do Centro de Tecnologias Alternativas Populares (Cetap), Alvir Longhi, trouxe uma apresentação explicando como está organizada a cadeia de frutas nativas na região de Passo Fundo, no Norte do RS. "Citamos algumas iniciativas que já estão funcionando, como guabiroba, jabuticaba, araticum, guabiju".

Na experiência acumulada desde 2000 no segmento de frutas nativas, Longhi percebeu que é o segundo mapeamento que permite identificar melhor o potencial de uso de uma espécie, seja pela aceitação do consumidor ou pela logística."Tudo isso tem que se pensado na hora de fazer um levantamento do que pode ser usado".

Presenças
Estavam representados no seminário: gabinete da vereadora Lú, de Torres; Núcleo da Economia Alternativa (Nea Itcp) da Ufrgs, Cooperativa Ecotorres, Emater Três Forquilhas, Associação dos Artesãos de Torres, Torresart, Cooparigs, agricultores de Maquiné, Comafitt de Itati, Departamento de Agricultura Familiar DAF/ SDR RS Porto Alegre , Fundação Luterana Diaconia (FLD), Rede Ecojus de Santa Rosa do Sul /SC, Associação Içara de Maquiné, Secretaria de Meio Ambiente de Morrinhos do Sul, Ministério da Agricultura de Cuba, Associação Cubana de Técnicos Agrícolas e Florestais e ONG Onda Verde, de Torres.


   
 

Cursos

20/11
Plenária do Núcleo Litoral Solidário da Rede Ecovida de Agroecologia
21/11
Curso Princípios Básicos em Agricultura Ecológica


 

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