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( 04/06/2012 ) Encontro Ampliado da Rede Ecovida reforça amizade entre meio ambiente e agricultura
 




Enquanto representantes de diferentes pontos de vista ainda debatem a quem o Código Florestal favorece ou prejudica, nos dias 28, 29 e 30 de maio, o 8º Encontro Ampliado da Rede Ecovida de Agroecologia mostrou que agricultura e meio ambiente podem e devem andar juntos.

No campus da UFSC,em Florianópolis/SC, quase mil inscritos de Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Paraná, Pernambuco, Rio de Janeiro e também de outros países como Argentina, Paraguai, Colômbia, Peru, México e Estados Unidos, participaram dos seminários, oficinas e da Feira de Saberes e Sabores.

Foram quatro seminários na manhã de terça-feira, 29: Insumos e poder na Agroecologia, Sistemas Agroflorestais, Sistemas Participativos de Garantia (SPGs) e Comercialização.

Seminário sobre Insumos
O agricultor de Torres/RS, Jairo Bauer da Rosa, escolheu participar do seminário sobre insumos. Segundo Rosa, foram muito interessantes as discussões sobre novas tecnologias de adubação e conservação do solo, assim como a conservação das sementes e a questão da sucessão familiar na agricultura ecológica.

SAFs
No seminário sobre Sistemas Agroflorestais, o doutor em Recursos Naturais André Gonçalves mostrou o caso da família Jones, de Pernambuco, que em um hectare produz 13 toneladas de alimentos por ano - sem insumos externos - e em 16 anos de manejo o sistema capturou 330 toneladas de carbono. " Isso mostra que podemos superar esse impasse entre necessidade de produzir alimentos e preservar florestas", destacou Gonçalves.

Nesta gravação, o doutor em Recursos Genéticos Vegetais Walter Stenbock fala sobre os benefícios dos Safs para o meio ambiente e para a sociedade.

SPGs
No seminário sobre Sistemas Participativos de Garantia, a agricultora e agrônoma Silvana Bohrer relatou sua experiência na construção de um sistema de certificação participativa na região metropolitana de Porto Alegre, junto com vizinhos que produzem alimentos orgânicos a menos de 30 quilômetros da Capital gaúcha.

A agricultora de Três Cachoeiras Luzia Fernandes, achou muito esclarecedor o seminário sobre SPGs. " Tirou as dúvidas que tinha sobre certificação" afirmou Luzia, para quem a participação em eventos como o encontro ampliado renova a motivação de fazer agricultura ecológica." A gente vem pra feira, animada", comentou na Feira Ecológica Lagoa do Violão, em Torres, onde é feirante aos sábados pela manhã.

Comercialização
Do seminário sobre Comercialização, a aluna pesquisadora Dulcinéia Sonneborn, guardou na memória e no gravador a fala de um dos participantes da mesa sobre o crescimento do mercado de orgânicos numa rede de supermercados do Rio de Janeiro: "há quatro anos, desde 2007, o setor de orgânicos dentro deste supermercado é o que apresenta taxa de crescimento de 40% ao ano." Outro fato que chamou a atenção de Duda é que a Rede Ecovida é uma das únicas que tem o selo de certificação.

Do Núcleo Litoral Solidário, viajaram 65 pessoas para o encontro. Do Núcleo Serra, nas regiões de Ipê e Antonio, Prado, foram 23, entre estas Vilmar Menegat, que trabalha com variedades crioulas de milho. O agricultor preferiu ficar na Feira de Saberes e Sabores, onde o colorido das suas sementes chamava a atenção e despertava a curiosidade do público.


   
 

Cursos

20/11
Plenária do Núcleo Litoral Solidário da Rede Ecovida de Agroecologia
21/11
Curso Princípios Básicos em Agricultura Ecológica


 

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