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( 31/10/2011 ) Tema Sustentabilidade atrai grande público para 7ª SCA da Escola Baréa
 




Atualizada em 4 de novembro
O tema Sustentabilidade: é tempo de escolher, levou cerca de 500 pessoas à Escola Estadual de Ensino Fundamental Dom José Baréa, na comunidade Santo Anjo da Guarda, em Três Cachoeiras, no Litoral Norte do RS, para participar da programação da 7ª Semana de Conscientização Ambiental (SCA) e 2ª Barearte, entre os dias 26 e 28 de outubro.

Estudantes de nove escolas da região e uma de Porto Alegre foram conferir as instalações, teatro, paineis e até um musical criados pelos alunos da educação infantil e do 1º ano à 8ª série. Já um grupo formado por quatro incansáveis mães e duas merendeiras deram suporte culinário ao evento, preparando bolos, tortas, pães, cucas, pastas de legumes e chimias orgânicos para o Café da Biodiversidade que há três edições faz parte da SCA.

"A SCA na verdade é a culminância dos temas que trabalhamos com eles durante todo o ano", esclareceu a professora de Língua Portuguesa Sandra Sebastião de Andrade, que acompanhou a 8ª série na instalação Projetando o Futuro.

O objetivo desse espaço era convidar o visitante a navegar com os ventos que a vida oferece e a refletir sobre o próprio projeto de existência. Os alunos se empenharam em criar um clima gótico, iluminado apenas por velas em um candelabro dourado e um telão, que não por acaso, foi colocado dentro de um barco. Depois de ouvir um aluno ler o poema Verbo Ser, de Carlos Drummond de Andrade, o visitante era convidado a assistir um audiovisual sobre diversas profissões. No final, podia escrever uma carta sobre como deseja estar daqui a dez anos. Depois deste tempo, a carta - que vai ficar guardada em um baú enterrado -, poderá ser lida por quem a escreveu.

A 7ª serie apresentou o blog Desenvolvendo Soluções e um clipe para a música Where is the love, do Black Eyed Peas. A professora Julci Machado explicou que a turma optou por fazer estes trabalhos em torno da busca de soluções para problemas socioambientais depois de uma dinâmica vendo fotos de pobreza, desigualdade e degradação ambiental. "A pergunta era por que existia desigualdade e aí fomos desenvolvendo o projeto".

De onde vêm todas as coisas foi a instalação apresentada pela 5ª série, de um projeto ainda em processo de pesquisa. Montando e desmontando uma maquete, a turma representava a construção do espaço geográfico, o uso e descarte dos recursos naturais pelo homem. Na mesma sala, os alunos colocaram fotos da horta ecológica que eles cuidam no pátio da escola.

O 3º ano escolheu trabalhar com três alimentos típicos da região, suas origens, propriedades nutricionais e degustação de receitas como bolinho de aipim, biscoito de banana com aveia e bolo de milho na mostra A origem dos alimentos.

Cores e sabores,Vila dos Sabores, Somos o que comemos, e Construindo relações foram as instalações apresentadas pela Educação Infantil, 1º , 2º , 4º ano e 6ª série.

A professora Elaine Scheffer e a diretora Maura Raulino, atribuíram o sucesso do evento a uma junção de fatores. "As professoras que fazem parte da Teia (Teia de Educação Ambiental Mata Atlântica) em outras escolas motivaram os alunos a virem, o material de divulgação ficou muito bom e já é a sétima SCA".

Sensibilização começa pelas professoras

Sobre a sensibilização produzida pelas instalações, ressaltaram que primeiro é preciso sensibilizar as professoras. " O trabalho fica bem feito se o professor está motivado, passa isso para os alunos e os alunos passam para o público".

A opinião de Cleonice de Carvalho e Silva, professora de geografia e coordenadora do grupo que veio da escola Judith Macedo, de Porto Alegre, reforça a afirmação de Elaine e Maura. "Maravilhoso e competente o trabalho das professoras junto a seus alunos. Todos estavam bem preparados com domínio do conteúdo apresentado e bastante envolvidos com as atividades", elogiou a também coordenadora do Laboratório de Inteligência do Ambiente Urbano ( Liau) na escola.

Quem foi

Escola Dom Pedro de Alcântara, do município de mesmo nome. De Três Cachoeiras foram as escolas Josefina Maggi Lummertz (Rio de Terra), Josefina Maggi Boff (Morro Azul),Navegantes (Lajeadinho), Angelina Maggi (sede), Felipe Schaeffer, Abelhinha, Fernando Ferrari ( Chimarrão) e Dente de Leite (Santo Anjo da Guarda). De Porto Alegre, um grupo da escola Judith Macedo, que faz parte de uma rede de educadores ambientais da Capital.

Organização e apoio
A 7ª Semana de Conscientização Ambiental (SCA) e 2ª Barearte foram organizadas pela Escola Baréa e Teia de Educação Ambiental Mata Atlântica, com apoio da Prefeitura Municipal de Três Cachoeiras.

Através de dois projetos implementados no Litoral Norte do RS pelo Centro Ecológico, as organizações ICCO e Kerk in Actie e a Sociedade Sueca para Proteção da Natureza (SSPN) apoiaram a realização do evento.



Entrevista sobre a 7ª SCA

A professora Cleonice de Carvalho e Silva visitou a 7ª SCA com o grupo de alunos da escola Judith Macedo, de Porto Alegre. Nesta instituição, Cleonice também coordena o Liau.

Por email, ela concedeu essa entrevista sobre o evento e o trabalho de Educação Ambiental realizado no Litoral.

Centro Ecológico-Na tua chegada tu falou que tinha vindo porque gostaria de conhecer um outro projeto de Educação Ambiental, ver experiências novas e como estão trabalhando com EA. Depois da visita às instalações, tu achas que a vinda ao Litoral correspondeu as tuas expectativas?

Cleonice - Os trabalhos que vimos foram além das nossas expectativas, embora soubesse que na Escola Baréa se desenvolvia um ótimo trabalho, mesmo assim não imaginava que fosse de forma tão lúdica, bonita e com tanto domínio por parte dos alunos.

CE - Qual instalação te chamou mais a atenção?
Cleonice - Pergunta difícil de ser respondida, porque cada trabalho tinha uma temática diferente, não sendo possível realizar comparações, embora todos tivessem uma linha comum, a sustentabilidade com ênfase na alimentação saudável, todos estavam ótimos.

CE - Algum outro aspecto que tu tenha percebido na SCA que deva ser mencionado.
Cleonice - O trabalho maravilhoso e competente das professoras junto a seus alunos. Todos estavam bem preparados com domínio do conteúdo apresentado e bastante envolvidos com as atividades. A organização e limpeza das escolas.Participação da comunidade(visitação das escolas do entorno).Envolvimento das direções das escolas nos trabalhos( algo fundamental no desenvolvimento de projetos).

CE - Encontrou alguma semelhança no trabalho daqui com o que feito em Porto Alegre, mesmo em contextos diferentes?
Cleonice - Sim, professores que se envolvem nas atividades de educação ambiental e alunos que têm interesse em compartilhar seus conhecimentos com os colegas.
Temos bons trabalhos, mas ainda falta um maior envolvimento das equipes diretivas nos projetos de Educação Ambiental.
Embora o público que atendemos seja bem diferente(atendemos alunos de periferia com grandes problemas na estrutura familiar e também econômicos) a proposta de trabalho é semelhante.
Nossa temática também é a sustentabilidade, mas dentro do contexto urbano. Precisamos conscientizar as pessoas quanto a preservação das nascentes, diminuição do desperdício, redução de resíduos, colocação do lixo em lugares adequados, não ocupação de áreas de risco, etc.
Realizamos um estudo do entorno, bairro, região e cidade. Fazemos um levantamento dos impactos ambientais e propomos soluções.
“Conhecer para gostar e preservar”


   
 

Cursos

5/12
Encontro Estadual da Cadeia de Frutas Nativas
11/12
Encontro de Mulheres do Litoral


 

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