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( 01/03/2011 ) Município investe em orgânicos para melhorar qualidade de vida dos estudantes
 


Na infância, frutas, hortaliças e comida de verdade são bons não apenas para o corpo, mas também para desenvolver a capacidade intelectual na vida adulta. Já os salgadinhos, refrigerantes, biscoitos e produtos ricos em gordura e açúcar, podem reduzir para sempre o quociente de inteligência (QI) em até cinco pontos comparando às crianças que se alimentam de forma saudável.

Até o final de fevereiro, por problemas com a Internet, a conclusão deste estudo realizado pela universidade inglesa de Bristol e divulgado no início do mês em publicações especializadas e sites de notícias, não havia chegado até a Escola Fernando Ferrari, na comunidade do Chimarrão, em Três Cachoeiras, Litoral Norte do Rio Grande do Sul.

E talvez nem precise. Desde 2008 a cantina da escola serve alimentos orgânicos, comprados dos agricultores ecologistas locais e da Serra Gaúcha. “A gente sempre trabalhou questões ambientais, a relação com a alimentação saudável, a importância de ter hortas em casa e não dá para ter só o discurso, tem que ter a prática,” diz a diretora Aline Schwank, que percebe nos 180 alunos e alunas do pré-escolar à oitava série um cuidado maior com os alimentos e um comportamento mais tranquilo no dia a dia.

Processo de mudança foi gradual
A introdução de orgânicos na escola do Chimarrão antes da Lei da Alimentação Escolar (11.947/2009), faz parte de uma iniciativa da Secretaria de Educação para melhorar a qualidade de vida de cerca de 800 estudantes da rede municipal de Três Cachoeiras.

Segundo a nutricionista da Secretaria, Daniele Galeriano, a ideia veio de conversas e trocas de informações entre os colegas e das exigências por parte do Programa Nacional da Alimentação Escolar (PNAE). “Começamos com suco de uva integral ecológico e banana de origem orgânica. No ano seguinte, o Sidilon, diretor do Departamento do Meio Ambiente, lançou a ideia de adicionarmos o açaí. Então começamos a nos mobilizar para colocar isso em prática. E deu muito certo!”, comemora Daniele.

Para a agente administrativa Simone Brambila Nascimento, além da vontade de melhorar a alimentação, o que motivou a Secretaria de Educação a antecipar o cumprimento da lei foi a viabilidade da região em ofertar produtos orgânicos.

Cooperativa viabilizou acesso aos ecológicos
De fato, os números registrados pela gerente da Cooperativa Regional de Produtores Ecologistas (Econativa), Adriana Bellé , confirmam que somente no segundo semestre de 2010 foram comercializados quase cinco mil quilos de orgânicos in natura, sem contar os processados como doce de banana, molho de tomate, polpa de açaí e suco de uva. Os alimentos para o período que vai de março a julho já estão comprados.

Bom para as crianças, bom para os produtores, bom para o meio ambiente
Na opinião do agrônomo Laércio Meirelles, coordenador do Centro Ecológico, ONG que articulou a organização cooperativa, o que está acontecendo na alimentação escolar de Três Cachoeiras é um bom exemplo de política pública: “vem para atender o interesse da maioria. Este tipo de apoio raras vezes surge nos gabinetes dos legisladores. Neste caso, desde fins da década de 1990 iniciativas locais buscavam conciliar os interesses dos alunos, escolas e produtores locais. Estes exemplos se multiplicaram, se organizaram e se articularam, confluindo para a promulgação da lei da merenda escolar, que incorpora a obrigatoriedade da compra de 30% da merenda escolar da agricultura familiar”.



   
 

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