Notícias
 
( 19/10/2010 ) Educadoras da Teia de Educação Ambiental estudaram redes sociais segundo Fritjof Capra
 


No mês em que completa cinco anos, a Teia Regional de Educação Ambiental Mata Atlântica estudou o sentido de redes sociais na perspectiva do físico Fritjof Capra em sua 20ª etapa de formação.

A atividade foi promovida pela própria Teia e pelo Centro Ecológico na segunda-feira, 18, no Centro Regional de Formação Pastoral, em Dom Pedro de Alcântara e reuniu 30 professoras da rede pública do Litoral Norte do Rio Grande do Sul. Também estavam presentes representantes da Secretaria de Educação do município,do Departamento do Meio Ambiente de Três Cachoeiras, curso de Biologia da Ulbra Torres e a Cooperativa de Consumidores de Produtos Ecológicos de Três Cachoeiras (Coopet).

De acordo com Stela Motter - que na equipe técnica do Centro é a principal articuladora das ações relacionadas à Educação Ambiental -, a o tema surgiu da necessidade da Teia se identificar como rede conectada com outras organizações, projetos e também redes regionais, nacionais e internacionais. “ Queria que elas ( as professoras) soubessem disso”, destacou Stela.

Para contextualizar essa percepção, o agrônomo Laércio Meirelles fez uma palestra resumindo o pensamento de Capra. Em livros e artigos publicados desde os anos 1970, o físico defende que a sustentabilidade só pode ser alcançada se a civilização superar sua alienação da natureza e tentar imitá-la na busca das soluções para os problemas econômicos, políticos, sociais e ambientais.

Compreendendo as relações

Assim, vida na Terra teria se desenvolvido através de redes e sistemas baseados na cooperação e na comunicação. “Uma interpretação errada da Teoria de Darwin gerou o pensamento de que a vida teve origem na competição e isso influenciou todas as estruturas da sociedade, gerando o que Capra chama de crise civilizatória, que é a o que estamos vivenciando nos dias de hoje”, disse Meirelles.

A compreensão dos sistemas vivos e das relações serviu de base a construção de um mapa situando a rede de educadoras ambientais ligada a outros pontos, como a Rede Ecovida de Agroecologia, Rede Juçara, escolas, prefeituras, cooperativas de consumidores, grupos e associações de agricultores, movimentos sociais, redes e entidades do Brasil e do exterior, temas, projetos e políticas públicas.

Depois do almoço cem por cento orgânico, com salada super local - produzida na horta mandala que a cozinheira Marlene Schwanck fez no quintal do Centro de Pastoral - os participantes trabalharam em grupos na leitura de um texto em que Capra apresenta o conceito de ecoalfabetização. A seguir os responderam a cinco questões de autoavaliação e metas para o trabalho nas escolas.

Tarefas para casa

No encerramento, Meirelles reforçou a necessidade de a Teia se conformar cada vez mais como rede social, interagindo e ao mesmo tempo se autoafirmando e alimentando com intercâmbios de experiências, leituras como os livros O Planeta simbiótico, de Lynn Margulis e as Conexões Ocultas – ciência para a vida sustentável. “A gente precisa buscar a informação que a gente quer. Se ficarmos ouvindo rádio e assistindo TV, a maior parte das mensagens é sobre consumo”.

A 20ª Etapa de formação da Teia Regional de Educação Ambiental foi realizada com apoio da Sociedade Sueca para Proteção da Natureza (SSPN), que há 101 anos defende a conservação dos ambientes naturais. Cada escola presente recebeu um kit os livros Atlas das Mudanças Climáticas, 1001 ideias para salvar o planeta, Meio Ambiente no século 21 e revistas da série Novas Tecnologias sobre Geoengenharia.


   
 

Cursos

26/9
Curso Princípios Básicos de Agricultura Ecológica - em cinco etapas
2/10
Plenária da Rede Ecovida de Agroecologia


 

Ipê-Serra - Rua Luiz Augusto Branco, 725 - Bairro Cruzeiro / Cep: 95.240-000 / Ipê - RS / Fone: 0xx (54) 3233.16.38 / E-mail: serra@centroecologico.org.br
Litoral Norte - Rua Padre Jorge, 51 / Cep: 95.568-000 / Dom Pedro de Alcântara-RS / Fone/fax: 0xx (51) 3664.02.20 /E-mail:litoral@centroecologico.org.br