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( 26/10/2009 ) Centro Ecológico sediou reunião da Rede Juçara
 


Uma árvore bem mais alta que suas companheiras de floresta, com formato que lembra um grande guarda-chuva, tem se destacado em projetos de instituições governamentais e de pesquisa, associações comunitárias e ONGs das regiões Sul e Sudeste. Isto porque a semelhança da Euterpe edulis com o guarda-chuva vai além de suas características físicas. Apesar de constar na lista de espécies ameaçadas, a juçara continua desempenhando um papel fundamental na preservação das redes e relações que dão forma à Mata Atlântica.

E se foi o corte ilegal para extração de palmito o grande responsável pela redução considerável de sua população, o uso sustentável da polpa dos frutos se apresenta como solução- não somente para a conservação de um bioma em perigo- , mas também para comunidades tradicionais e milhares de famílias agricultoras.

Sob este ponto em comum, no ano passado quinze entidades dos estados do Rio Grande do Sul, Santa Catarina, São Paulo e Rio de Janeiro começaram a articular a Rede Juçara, que desde julho deste ano conta com o apoio do PDA através de um projeto proposto pelo Ipema , denominado O uso sustentável da palmeira juçara como estratégia para conservação da Mata Atlântica.

No último final de semana, dias 23 e 24 de outubro, a rede reuniu-se no Centro de Formação Pastoral em Dom Pedro de Alcântara, Litoral Norte do RS. Foi a quinta reunião do grupo e a segunda pelo projeto.

Nos dois dias de trabalho, foram discutidas metas relacionadas a legislação ambiental e sanitária; diagnóstico e monitoramento dos sistemas e práticas de manejo para fruto e criação de uma identidade para a rede e para o produto. Um dos principais encaminhamentos refere-se à construção do site da Rede Juçara, que ficou sob a responsabilidade da Catarse – Coletivo de Comunicação.

Na saída à campo realizada na tarde do dia 23, os participantes puderam conhecer um pouco do trabalho do Centro Ecológico em uma visita à família de Zelma Strege e Valdeci Evaldt, na comunidade da Pixirica, município de Morrinhos do Sul. Nesta propriedade, o grupo conheceu a horta ecológica, o bananal em sistema agroflorestal e almoçou um variado cardápio preparado com ingredientes produzidos pela família. A Agroindústria Ecológica Morro Azul, da família Becker, em Três Cachoeiras, também recebeu os representantes da rede que puderam conferir os equipamentos utilizados para despolpar e processar os frutos da Euterpe edulis.

A próxima atividade da Rede Juçara será uma Oficina Geral para Monitores, da qual poderão participar, além dos monitores, agricultores, técnicos e representantes de instituições parceiras.

No Litoral Norte do Rio Grande do Sul e Sul de Santa Catarina, os projetos que envolvem a recuperação das populações da palmeira juçara são apoiados por organizações como Banco Mundial, FNMA - Fundo Nacional do Meio Ambiente, Heifer Internacional e SSPN - Socidade Sueca para Proteção da Natureza.


   
 

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