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( 18/08/2009 ) Sistemas Agroflorestais - uma prevenção contra crises econômicas e climáticas
 


Os índices de ações sobem e descem, mas existe um tipo de capital que quando bem manejado pode trazer resultados que não se abalam diante de qualquer crise e ainda se recuperam depois de atravessar as intempéries climáticas cada vez mais frequentes. Trata-se do capital natural que cada agricultor tem em seus hectares de terra.

As estratégias para cuidar e multiplicar esse patrimônio foram abordadas no curso Teórico Prático sobre Sistemas Agroflorestais, realizado no dia 18 de agosto, no Centro de Formação Pastoral em Dom Pedro de Alcântara, com a consultoria de Jorge Vivan.

Junto com os agricultores, o agrônomo elencou os principais aspectos ecológicos e econômicos envolvidos na implantação e manejo de Sistemas Agroflorestais.

Aspectos ecológicos
Entre as variáveis ecológicas, foram consideradas a fertilidade do solo, quantidade de radiação solar (luz e calor), disponibilidade de umidade do solo, escolha da sombra, estrutura e composição do sistema - prestando atenção à faixa etária das árvores e suas funções ( fertilizadora,de frutas, ornamentais, para lenha, etc). Se tenho uma terra pobre, vou ter a maior quantidade e diversidade de fertilizadoras. As perspectivas e o manejo mudam de acordo com a realidade que cada agricultor tem em sua propriedade, explicou o consultor.
É importante ainda, ver se esta população de plantas tem compatibilidade com a fauna nativa, visto que os animais atuam como dispersores da vegetação:
Os bichos fazem polinização, trazem sementes, fazem controles de pragas. Pra ter um SAF bem manejado tem que ter diversidade. Imagina plantar 50 mudas de árvores da noite para o dia. Quanto custa isso? Se tu tiver as aracuãs plantando, vai ter 300 mil mudas de palmito plantadas, de graça.

Aspectos econômicos
Sobre os aspectos econômicos, foram levantadas as questões dos custos tecnológicos ( incluindo implementos e máquinas, mãodeobra, insumos, processamento), embalagem, durabilidade do produto, distribuição, custo de oportunidades e depreciação dos bens, entre outros mais subjetivos, como por exemplo a qualidade de vida e satisfação do agricultor em viver perto da natureza, na sua própria terra, com seu próprio negócio.

Buscando soluções a partir da realidade de cada agricultor
Partindo do reconhecimento destes indicadores, Jorge Vivan propôs aos participantes a avaliação de cada propriedade: Vamos analisar onde estávamos, onde chegamos e o que devemos fazer para chegar onde queremos chegar, comparando as estratégias a serem adotadas em cada Sistema Agroflorestal a uma caixa de ferramentas, de onde se pode compor muitas coisas diferentes, combinando o capital econômico e ecológico.

O curso Teórico Prático sobre Sistemas Agroflorestais foi realizado através do projeto Práticas de Convivência e Conservação da Mata Atlântica na Região de Torres, implementado pelo Centro Ecológico com recursos do Fundo Nacional do Meio Ambiente – FNMA.

A atividade contou com a participação de um representante da cooperativa dos produtores - Econativa - e de agricultores e agricultoras de Três Cachoeiras, Torres, Dom Pedro de Alcântara e Morrinhos do Sul, dos seguintes grupos e associações ecologistas: GESA, Apelcam, ACERT Raposa, ACERT Mampituba, Mulheres Ecologistas do Morro do Forno, Apemsul e Rio Bonito.


   
 

Cursos

20/11
Plenária do Núcleo Litoral Solidário da Rede Ecovida de Agroecologia
21/11
Curso Princípios Básicos em Agricultura Ecológica


 

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