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( 11/08/2009 ) Projeto apoiado pela SSPN quer dar visibilidade aos serviços ambientais da agricultura ecológica
 


Quando as famílias agricultoras ecologistas percebem que mais pássaros, mais mamíferos e espécies que tinham desaparecido estão frequentando a propriedade, isto significa que as atividades ali desenvolvidas ultrapassaram os limites da produção de alimentos limpos. Na verdade esta propriedade passou a cumprir uma função ecológica, preservando a biodiversidade, protegendo as nascentes de rios e sangas, capturando e fixando carbono da atmosfera. O problema é: como quantificar tais serviços ambientais e transformá-los na informação necessária para pleitear financiamentos e políticas públicas favoráveis à ampliação da agricultura ecológica, especialmente dos Sistemas Agroflorestais?

Por esta razão, o Centro Ecológico promoveu na manhã de terça-feira, 11 de agosto, uma reunião na qual 24 agricultores e agricultoras foram formalmente convidados a participar do projeto Cultivando nosso clima: promovendo a produção e consumo de produtos ecológicos para esfriar o planeta, apoiado pela SSPN - Sociedade Sueca para Proteção da Natureza.

As propriedades selecionadas estão localizadas no Sul de Santa Catarina e Litoral Norte do Rio Grande do Sul e se diferenciam por já terem implementados Sistemas Agroflorestais em estágios considerados avançados.Os SAFs têm mostrado resultados concretos na promoção de serviços ambientais, especialmente no sequestro de carbono , conservação dos recursos hídricos e da biodiversidade.

Em cada uma destas propriedades serão avaliadas e mapeadas as áreas de Reserva Legal, APP ( Área de Preservação Permanente) e Agrofloresta. Com um conjunto de propriedades ecológicas devidamente mensuradas, a ideia é estender a proposta para outros núcleos da Rede Ecovida de Agroecologia.

O agrônomo André Gonçalves, coordenador técnico do Centro Ecológico e principal articulador da proposta, acredita que a mensuração do papel dos SAFs na preservação da biodiversidade vegetal e animal tem relevância na preservação da Mata Atlântica: Isso tudo vai ficar georeferenciado e quando chegarmos num ponto em que cada propriedade estiver mapeada, quem sabe um internauta lá na Suécia poderá conferir quais os benefícios ambientais que a propriedade do Antonio Model ( agricultor ecologista) está promovendo. É uma forma de comprovar os serviços ambientais e dar mais credibilidade ao trabalho.

A partir de agora será definida a agenda do estudo de forma a levantar e sistematizar as informações.


   
 

Cursos

20/11
Plenária do Núcleo Litoral Solidário da Rede Ecovida de Agroecologia
21/11
Curso Princípios Básicos em Agricultura Ecológica


 

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