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( 20/05/2009 ) Seminário avalia projeto e mostra alternativas de comercialização da banana produzida em SAFs
 


Na tarde de 19 de maio, terça-feira, o Centro Ecológico promoveu um seminário no Salão Paroquial de Rua Nova, em Mampituba, Litoral Norte do Rio Grande do Sul. O objetivo era avaliar os resultados alcançados através do projeto Consolidação e Ampliação dos Sistemas Agroflorestais na região de Torres, iniciado em 2005.

Para buscar essas respostas, foram realizadas as palestras Produzindo alimentos e conservando a Mata Atlântica e Alternativas de Comercialização do Produto Ecológico, por André Gonçalves e Cristiano Motter, da equipe técnica.

Com base no estudo realizado para sua tese de doutorado na Universidade de Cornell, o agrônomo André mostrou que a proposta de manejo que combina banana com árvores de interesse econômico e ambiental reconcilia a produção do alimento com a preservação e recuperação da floresta e é mais vantajosa para os bananicultores:
A regra tem sido que a ecológica é mais vantajosa, pois os ecologistas recebem exatamente por aquilo que produzem.Isso é fato.
A agricultora Leonir Cardoso, do Grupo de Mulheres do Morro do Forno, Morrinhos do Sul, retrata bem essa realidade: Meu marido - que não era da ecologia - deixou de usar veneno há dois anos e plantou dois mil pés de café no meio do bananal. A gente produz banana sem gastar com o veneno que era usado pra limpar o mato e vende o café junto com o grupo.

Sobre a questão da comercialização o técnico Cristiano apresentou as diversas alternativas que hoje resultam na venda de 150 toneladas de banana ecológica por mês, produzidas pelas famílias agricultoras da região.É um grande avanço se pensarmos que tudo começou com três caixas que a ACERT ( Associação dos Colonos Ecologistas da Região de Torres) levou para a Feira Ecológica da José Bonifácio, em 1993.

O projeto Consolidação e Ampliação dos Sistemas Agroflorestais na Região de Torres, foi implementado com apoio do KFW - Kreditanstalt für Wiederaufbau; PDA e Ministério do Meio Ambiente. PDA é a sigla para Projetos Demonstrativos categoria A, cuja proposta é proteger as florestas tropicais, tanto do bioma Amazônia quanto da Mata Atlântica, promovendo iniciativas de desenvolvimento sustentável.


   
 

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20/11
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