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( 03/01/2009 ) Chuva e vento não impedem a primeira Feira Ecológica do ano em Torres
 


Sábado, 4 de janeiro não foi dia de praia no litoral norte. Mas foi dia da primeira Feira Ecológica do ano em Torres.
A temperatura em torno de 19 graus, chuva e rajadas de vento provocadas por um ciclone extratropical, não impediram que as famílias saíssem de suas comunidades no interior dos municípios de Três Cachoeiras, Morrinhos do Sul, Dom Pedro de Alcântara e Torres. Nestas localidades os rios e sangas transbordam, o que para muitos dificulta ou até inviabiliza o retorno para casa. Mesmo assim eles concluíram o trabalho da semana, levando seus produtos para os consumidores.
Como tudo é decidido pelo grupo, optaram por fazer a feira dentro do ginásio que está abandonado, uma vez que seria impossível montar as tendas no estacionamento - onde a feira acontece há cinco anos. Outra possibilidade era o estacionamento da Casa da Economia Solidária, juto à Cooperativa de Consumidores EcoTorres, mas lá, segundo o agricultor Tobias Fernandes, os clientes não teriam onde estacionar.
Para divulgar a alteração, Ana Luiza Meirelles, da equipe técnica do Centro Ecológico, acionou a Rádio Cultural FM. Enquanto isso, sob um guarda-chuva ao lado do ginásio, o agricultor Jairo Rosa assumia, segundo ele mesmo, o departamento de marketing, sinalizando para os consumidores que a feira estava acontecendo.
Mesmo assim, Cleusa e Álvaro Carlos, que produzem na comunidade do Morro Azul, em Três Cachoeiras, venderam os vinte cinco quilos de feijão que tinham trazido: Nos preparamos para fazer a melhor feira do ano, mas com este tempo ficou mais difícil, disse Álvaro.
No último final de semana de 2008, com a temperatura beirando os 30 graus, o agricultor Elias Strege Evaldt, da comunidade da Pixirica, em Morrinhos do Sul, registrou a presença de consumidores de Belo Horizonte(MG), Campo Grande (MT), além dos muitos de Porto Alegre, Caxias do Sul, Bento Gonçalves e Farroupilha, cidades em que a qualidade dos produtos orgânicos é muito valorizada.
No primeiro final de semana de 2009, Elias teria que ficar na casa de parentes, na sede de Três Cahoeiras, porque seria impossível chegar em casa: Hoje cedo puder vir porque fizeram a drenagem no rio e ele não transbordou, senão não tinha vindo, lembrou o agricultor e produtor de açaí, que contrariando a tendência de que jovens não permanecem no campo, parece bastante satisfeito com a auto-suficiência do trabalho na agricultura ecológica.


   
 

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