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( 05/11/2008 ) As questões ecológicas do mundo contemporâneo na 15ª etapa do curso teórico-prático da Teia
 


As questões ecológicas do mundo contemporâneo foi o tema da palestra da agrônoma Maria José Guazzelli, na 15ª etapa do curso teórico-prático sobre Mata Atlântica e Questões Sócio-Ambientais que aconteceu na tarde do dia 4 de novembro, no Centro Regional de Formação Pastoral, em Dom Pedro de Alcântara, Litoral Norte do Rio Grande do Sul.

Este curso iniciado em outubro de 2005 reúne educadoras de onze escolas de cinco municípios do litoral norte do RS, em uma rede de formação e relacionamentos auto-denominada Teia de Educação Ambiental.

Seu objetivo é estimular projetos de educação ambiental que possam desenvolver nos estudantes tanto a consciência quanto a capacidade de agir em relação ao ambiente.

Como os maiores desafios das professoras ainda encontram-se nas questões de consumo, tecnologia, alimentação, entre outras que fazem parte do dia-a-dia de todas as idades, a apresentação de Maria José trouxe informações desde a época do pós-guerra até a atualidade.

Lembrando que os agrotóxicos começaram a ser utilizados somente para dar um destino lucrativo ao que as empresas produziram para a Segunda Guerra Mundial, a agrônoma apresentou dados recentes - e outros nem tanto – sobre a contaminação dos alimentos e da vida humana por estas substâncias que continuam a ser utilizadas. Ao problema dos agrotóxicos soma-se a preocupação com a segurança alimentar dos agricultores e consumidores, que ficam mais vulneráveis inclusive às mudanças climáticas, assunto sempre pertinenente quando se trata de problemas ambientais.

Sobre isso, foi enfatizado que o IPCC ( Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas, por sua sigla em ingês) – diz que os próximos vinte anos serão decisivos para reverter o quadro de degradação ambiental ou toda a população mundial sofrerá as conseqüências.

As falsas soluções para a crise ambiental – como os agrocomubustíveis e a geoengenharia, a tecnologia terminator – das sementes suicidas, a falta de regulamentação para produtos que fazem uso da nanotecnologia e a falta de respeito para com os consumidores traduzida pela não-rotulagem de alimentos que contêm transgênicos, foram mostrados através de dados compilados de estudos tão recentes quanto preocupantes.

Tudo isso agravado por um estilo de vida que extrapola a capacidade do planeta: mais de 75% da população mundial vive em países que são devedores ecológicos, onde o consumo vai além da capacidade biológica de regeneração da Terra. "Então não tem jeito, tem que mudar o estilo de vida", concluiu a palestrante.

No final da etapa, as professoras receberam os certificados de participação nas dez últimas atividades da Teia.

A 15ª etapa do curso teórico-prático sobre Mata Atlântica foi uma atividade realizada no âmbito do Projeto Consolidação e Ampliação dos Sistemas Agroflorestais na Região de Torres, apoiado pelo PDA.



O PDA - Subprograma Projetos Demonstrativos, criado em 1995, entrou em operação em 1996, quando iniciou o apoio aos primeiros projetos. Sua construção resultou de um processo de negociação envolvendo Governo Brasileiro, organismos de cooperação internacional representando os países do G7 e as redes de Ongs e Movimentos Sociais da Amazônia (GTA) e Mata Atlântica (RMA). Implementado pelo Ministério do Meio Ambiente no âmbito do Programa Piloto para a Proteção das Florestas Tropicais - PPG7, recebe apoio principalmente da Cooperação Internacional Alemã. 


   
 

Cursos

5/12
Encontro Estadual da Cadeia de Frutas Nativas
11/12
Encontro de Mulheres do Litoral


 

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