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( 07/04/2008 ) Jovens do CDDH de Petrópolis participam de vivências ecológicas e solidárias no litoral norte do RS
 


Um grupo de jovens artesãos urbanos do estado do Rio de Janeiro - e três famílias agricultoras conviveram durante uma semana em propriedades rurais do litoral norte do RS. Amanda Ventura, Clara Barenco, Rafael Cesario, Cleonice Fernandes, Fabiano Francisco de Azevedo, Jéferson Nascimento, Sidney Han e as coordenadoras Maristela Barenco e Kenia Tavares fazem parte do grupo Filhos da Terra, nome de um dos nove projetos sociais do Centro de Defesa dos Direitos Humanos –CDDH – de Petrópolis.

A hospedagem nas propriedades das famílias Martins e Evaldt fazia parte da agenda de intercâmbio do grupo que também visitou três escolas, uma agroindústria ecológica, duas cooperativas de consumidores e uma cooperativa de produtores ecologistas entre os dias 30 de março e 04 de abril.

Nas propriedades, os jovens eram mais que visitantes, participando das atividades nem sempre fáceis do dia-a-dia das propriedades – principalmente para mãos que, com matérias-primas delicadas, criam cartões , luminárias e móbiles que encantam a primeira vista. Em sua cidade, os Filhos da Terra confeccionam papel reciclado e transformam pedrinhas, areia, cascas, pétalas, folhas e gravetos em arte: a casca de alho vira um vestido esvoaçante, enquanto folhas secas, areia e musgo compõem a paisagem que mais parece um poema.

Kenia Tavares explica que este intercâmbio sob o viés da agricultura ecológica veio somar com o trabalho de educação ambiental que está sendo iniciado com este grupo no CDDH. Para Maristela, os jovens estão começando a entrar nesse mundo da ecologia, mas na vida urbana fica tudo em um nível muito abstrato:” Agora acho que estão pensando no alimento, no consumo, na produção.”

Através dos depoimentos, parece que os objetivos da proposta de intercâmbio apresentada pelo CDDH foram alcançados:

Rafael – Para mim que sou urbano demais, foi emocionante. Falei muito com a Zelma (Zelma Evaldt, agricultora ecologista) vou fazer o máximo possível, para me alimentar melhor. A comida orgânica é leve saudável e vou continuar o mapeamento de orgânicos que estou fazendo lá no Centro (CDDH).

Fabiano – Faço parte de um grupo de jovens chamado Renascer. O mais importante mesmo foi a consciência ecológica, sou de uma comunidade rural que é convencional. Já tinha ouvido falar em agricultura ecológica, e eu tinha vontade de ver como é, se as pessoas podem viver daquela forma. É isso que vou levar pra lá.
Jéferson - bastante interessante , fiquei bastante empolgado com o que eles estão fazendo ambientalmente, bastante feliz e impressionado.

Sidney – A gente aprendeu que tudo que for plantado a gente pode colher, mas que não é fácil. Na hora de comprar, agora vou saber que é difícil.

Cleonice – A experiência de ter ido na casa das pessoas, o trabalho na roça, foi o que mais impressionou. Sair de uma coisa urbana e pegar no pesado. Plantamos couve, banana. Agora vou ficar pensando nessa coisa do ecológico, do convencional, a gente fica até com receio, de onde está vindo o alimento.

Amanda - Foi uma experiência muito boa de trocas, de realidades diferentes, de culturas e tradições diferentes. Ver que mesmo longe, algumas pessoas têm a mesma mentalidade na questão ecológica.

Este intercâmbio foi realizado através da Rede Terra do Futuro – Framtidsjorden – com sede na Suécia - que dos apóia projetos do CDDH e do Centro Ecológico. Em fevereiro, educadoras da Teia de Educação Ambiental Mata Atlântica e jovens agricultores ecologistas do litoral norte do RS estiveram na sede do CDDH de Petrópolis, conhecendo os projetos e participando de oficinas.
O intercâmbio de seis educadoras foi através do projeto Consolidação e Ampliação dos Sistemas Agroflorestais na Região de Torres, financiado pelo KFW - Kreditanstalt für Wiederaufbau; PDA e Ministério do Meio Ambiente. O intercâmbio dos 4 jovens e uma educadora foi apoiado pela Terra do Futuro.

Essas trocas de experiências valorizando a diversidade, mostram que não importa de onde se é ou o que se faz, mas sim que os princípios sejam de ética, solidariedade e ecologia.

Onde eles estiveram

Propriedades - de Mauri Martins e Mauro Martins, Zelma e Valdeci Evaldt, em Morrinhos do Sul.

Agroindústria Morro Azul, em Três Cachoeiras – da família Becker.

Cooperativa dos Produtores Ecologistas do Litoral Norte do RS e Sul de SC – Econativa – em Três Cachoeiras.

Cooperativa de Consumidores Ecologistas de Três Cachoeiras – Coopet.

Escolas Fernando Ferrari, Angelina Maggi e Dom José Baréa

Casa da Economia Solidária onde estão a Cooperativa de Consumidores Ecologistas de Torres – EcoTorres, a loja da Cooperativa Trabalhadoras Vitoriosas – Cootav e a Biblioteca Eco-social Hilda Zimmermann.

Uma meta do grupo Filhos da Terra é organizar-se como uma cooperativa de produção artesanal ecológica, a partir da reciclagem de ferros, plásticos, papéis, madeiras e bambus. Nesta perspectiva estão recebendo assessoria para a implementação da cooperativa, além da continuidade de formação cidadã em atividades orientadas pelos educadores da instituição. Na atual fase, precedente à cooperativa, como projeto social, os jovens recebem ajuda de custo mensal, cesta-básica e vale-transporte. O grupo exporta seus trabalhos para diversos países, como Suécia, Itália, Suíça, Irlanda Espanha e Canadá.

Na foto acima, o grupo na loja da Cootav, na Casa da Economia Solidária, em Torres.


   
 

Cursos

20/11
Plenária do Núcleo Litoral Solidário da Rede Ecovida de Agroecologia
21/11
Curso Princípios Básicos em Agricultura Ecológica


 

Ipê-Serra - Rua Luiz Augusto Branco, 725 - Bairro Cruzeiro / Cep: 95.240-000 / Ipê - RS / Fone: 0xx (54) 3233.16.38 / E-mail: serra@centroecologico.org.br
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