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( 26/03/2008 ) Curso de processamento de derivados de cana fortalece cultivo tradicional do litoral norte
 


De acordo com o censo de 2006, Três Cachoeiras possui 993 estabelecimentos agropecuários ocupando 167. 788 hectares de seus 250 km2 de área territorial. Na própria cidade e nas comunidades, ninguém precisa dessa informação para saber que a agricultura é a atividade econômica que gera mais renda para um maior número de cidadãos. Por esta razão, uma cooperação entre Sindicato dos Trabalhadores Rurais, Cooperativa Regional de Produtores Ecologistas - Econativa e Centro Ecológico, vêm buscando qualificar a produção deste e de outros municípios da região através de cursos de beneficiamento.

No início de março, agricultores e agricultoras de grupos e associações ecologistas participaram de um Curso de Processamento de Frutas. Na última semana do mês - dias 24, 25 e 26 - nove pessoas de diferentes comunidades de Três Cachoeiras e Dom Pedro de Alcântara e do município de Praia Grande (SC) participaram de um Curso de Processamento de Derivados de Cana, ministrado pelo Serviço Nacional de Aprendizagem Rural – SENAR.

A parte teórica foi realizada no Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Três Cachoeiras e a prática na agroindústria de José e Bete Mendes em Porto Colônia. O grupo aprendeu e aperfeiçoou técnicas de beneficiamento da cana-de-açúcar – cultivo tradicional do litoral norte.

Na terça-feira à tarde, foram produzidos melado pasteurizado, batido, chimia e rapadura de acordo com as recomendações relativas à temperatura adequada, correção de acidez entre outros fatores indispensáveis à qualificação da produção. Na quarta-feira, os participantes fizeram rapadura com batata-doce, melados, açúcar, chimia de beterraba, batata-doce e abóbora, do tipo colonial – que usa melado na composição. O melado é muito rico em ferro, potássio, entre outros sais minerais importantes para a manutenção da saúde.

Com estes conhecimento, Jandira Schwanck da Luz Carlos, da comunidade do Chimarrão, pretende ampliar o engenho que hoje produz cachaça para poder diversificar a produção, oferecendo açúcar mascavo, melado e doces. Nos planos da família de Albaniza Paulart, também do Chimarrão, está a aquisição de mais terra para plantar, permitindo que o marido pare de viajar de caminhão.

Ao agregar valor aos alimentos, o processamento e beneficiamento torna mais estável a entrada de renda para as famílias agricultoras, diz Ana Luiza Meirelles, da equipe técnica do Centro Ecológico.


   
 

Cursos

20/11
Plenária do Núcleo Litoral Solidário da Rede Ecovida de Agroecologia
21/11
Curso Princípios Básicos em Agricultura Ecológica


 

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