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( 03/03/2008 ) Educadoras da Teia de Educação Ambiental Mata Atlântica participam de intercâmbio com CDDH/RJ
 


RELATÓRIO DO INTERCÂMBIO CENTRO ECOLÓGICO/CDDH

Entre os dias 11 e 16 de fevereiro de 2008 realizou-se o intercâmbio entre sete professores que participam da Teia de Educadores Ambientais e quatro jovens agricultores ecologistas da região de Torres no Rio Grande do Sul com o CDDH – Centro de Defesa dos Direitos Humanos de Petrópolis, no Rio de Janeiro. O intercâmbio de seis educadoras foi através do projeto Consolidação e Ampliação dos Sistemas Agroflorestais na Região de Torres, financiado pelo KFW - Kreditanstalt für Wiederaufbau; PDA e Ministério do Meio Ambiente. O intercâmbio dos 4 jovens e uma educadora foi apoiado pela Terra do Futuro, através de uma proposta de intercâmbio apresentada pelo CDDH.

O grupo de intercambiantes permaneceu durante uma semana nas dependências do CDDH vivenciando dinâmicas e oficinas e conhecendo os projetos e programas que a entidade desenvolve.
O CEAV-Centro de Atendimento às Vítimas de Violência, é um programa gerido pelo CDDH em parceria com a Secretaria Especial de Direitos Humanos do Governo Federal. Conta com uma equipe interdisciplinar (psicólogos, assistentes sociais e advogados). O foco maior é a prevenção da violência, articulando intervenções junto a outros movimentos sociais, contribuindo para a construção de uma nova cultura. O trabalho do CEAV não pretende substituir, tampouco, sobrepor casos que já estão recebendo atendimento do serviço público.
O Projeto Pão & Beleza combina o oferecimento de uma alimentação digna e de qualidade com dispositivos educativos capazes de promover o resgate da auto-estima, a sensibilização para a mudança, a reinserção social e a capacitação para o trabalho e o emprego. A fim de vencer sua dimensão meramente assistencialista, o projeto é entendido como um espaço de passagem, que deve oferecer oportunidades reais de mudança e superação das condições de múltiplas exclusões que levam seus beneficiários a vivenciar cotidianamente a experiência desumana de fome e miséria.
PRO VITA é um programa de proteção a vítimas e testemunhas ameaçadas, do Governo Federal, gerenciado pelo CDDH. Seu principal objetivo é combater a impunidade protegendo a vida das pessoas que estão envolvidas em crimes de natureza grave retirando-as do local de risco e recolocando-as em outros lugares.
O Observatório da Juventude é um projeto em construção que visa a produção de conhecimento do jovem, sobre o jovem e para a juventude. Os jovens escolhem um tema de seu interesse para pesquisar durante um ano sendo que o resultado será apresentado num seminário. A idéia é que os jovens produzam conhecimento com uma linguagem e um olhar direcionado ao próprio jovem.
Filhos da Terra é um projeto onde jovens produzem cartões e objetos decorativos artesanais numa combinação de projeto social, artesanato e ecologia como formas alternativas de se gerar trabalho e renda. Mais do que gerar produtos o objetivo é fomentar novas consciências e lógicas mais ecológicas, éticas e inclusivas. A Carta da Terra é o documento de referência para este trabalho, sendo que já se tornou até oficina de assessoria desenvolvida pelos próprios jovens.
Mulheres e Massas é um projeto que começou com um grupo de mães dos jovens que participam dos projetos do CDDH. Num primeiro momento houve a formação envolvendo hábitos de higiene, manipulação e reaproveitamento de alimentos, valor nutricional, experimentação de receitas, para depois começarem o processo de produção e comercialização das massas. Mais do que geração de renda o projeto visa a formação para a cidadania, a sensibilização para a mudança de comportamentos e o resgate da auto-estima.

O CDDH promove quinzenalmente formação pedagógica para todos os envolvidos com a coordenação dos projetos, sendo que neste intercâmbio nos foi oportunizado a participação num desses momentos com a presença de Leonardo Boff que fez uma fala reverenciando a Terra e convocando a todos a assumir a questão ecológica e a cuidar da Terra com compreensão, compaixão e amor. Ressaltou a Carta da Terra como sendo uma bússola que irá orientar um novo padrão de relacionamento com a Terra. Destacou que o cenário não é promissor, mas sim, dramático, porém a crise purifica e a nossa luta vai se acumulando e vai servir de alternativa na hora do caos.
Após a fala de Boff foi aberto um espaço para questionamentos, sendo que houve muito interesse do CDDH em conhecer os trabalhos desenvolvidos pelo Centro Ecológico na região da grande Torres.
O intercâmbio possibilitou o contato com uma outra realidade. Foi uma experiência rica que nos trouxe esperança e capacidade de sensibilização diante do sofrimento humano. Outro aspecto que chamou atenção foi a possibilidade real de incluir aqueles que estão a margem da sociedade. A criatividade, a beleza, a alegria, a originalidade estão presentes em todos os projetos. De uma forma inusitada o CDDH traz esperança para o público beneficiário. Em todas as atividades percebe-se a importância de construir um processo que emancipe as pessoas, e que estas visualizem outras possibilidades de vida.

Relato elaborado por:
Adriane Lipert Bittencourt
Elaine Fernandes Scheffer
Juciléia Leffa Medeiros Borges
Maura da Silva Monteiro Raulino
Stela Motter
Silvia Boff Pinto
Zeliane Cardoso Raupp


   
 

Cursos

20/11
Plenária do Núcleo Litoral Solidário da Rede Ecovida de Agroecologia
21/11
Curso Princípios Básicos em Agricultura Ecológica


 

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