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( 19/08/2004 ) Sebastião Pinheiro ministra curso de três dias sobre produção de banana no litoral norte
 


Ouro, prata, nanica, São Tomé, maçã e da –terra são os seis tipos de banana cultivados no Brasil. Existem no mundo 100 tipos deste que é quarto alimento do planeta, depois do trigo, do arroz e do leite. São 86 milhões de toneladas de banana produzidos por ano, em todo o mundo, da fruta cujo centro de origem é o Sudeste Asiático, mais precisamente a Indonésia, Malásia e Cingapura. Disseminada pelos portugueses, comercializada e batizada pelos árabes, a banana atravessou os séculos, e desde algumas décadas atrás, enfrenta doenças e pragas muito temidas por quem vive deste cultivo.
Buscando alternativas de produção adequadas e sustentáveis, 35 pessoas, entre agricultores, agricultoras, técnicos, professoras e agrônonomos, participaram do Curso Produção de Banana no Litoral: Consolidando Conhecimentos e Buscando Alternativas, com o engenheiro agrônomo e florestal Sebastião Pinheiro, no Centro de Formação Pastoral em Dom Pedro de Alcântara. O Curso de três dias iniciou na segunda-feira, 16 de agosto e abordou desde a temática dos problemas e doenças dos bananais, até a forma de proteção dos cultivos com a utilização de biofertilizantes e caldas. Em relação à Sigatoka negra, Sebastião afirmou que existe em Honduras desde 1972, tendo começado nas Ilhas Fidji e Samoa em 1967. No Brasil começou em 1997.
A Sigatoka age através da toxina cercosporin, criada pelo fungo, mas a presença do fungo não significa que a doença existe. Só existe quando ele consegue vencer a barreira da planta. Quando a planta está com o sistema imunológico forte a doença não entra. Por isso nós não trabalhamos com a doença, trabalhamos em nível molecular e na saúde da planta, podemos fazer uma agricultura diferente e ultrapassar o fungo e a toxina.
O agrônomo também trouxe uma informação que surpreendeu a todos: a partir de 2008, os países da União Européia, onde a banana é quase um luxo, não aceitarão mais esta fruta se ela tiver recebido tratamento com inseticidas, adubos químicos sintéticos, fungicidas e herbicidas. Do outro lado do Atlântico, a banana é vendida por unidade. Por outro lado, no ano passado um famoso programa de televisão veiculou uma reportagem que falava que o cultivo da banana estava ameaçado pela Sigatoka negra, mas que os geneticistas já estavam desenvolvendo uma banana transgênica. Na leitura de Sebastião Pinheiro, isto é claramente uma forma de obrigar os europeus – que até agora mantêm uma forte resistência aos organismos geneticamente modificados – OGMs- a aceitarem este tipo de alimento em suas mesas: quer dizer :ou comerão bananas transgênicas ou não comerão nenhuma!
Neste sentido, o Rio Grande do Sul desfruta da vantagem competitiva de ser o maior produtor de banana ecológica, em porcentagem. Pelo seu alto teor de vitaminas e sais minerais, o alimento ecológico é cada vez mais valorizado pelo consumidor europeu . E o Litoral Norte faz parte deste cenário.



O Curso Produção de Banana no Litoral: Consolidando Conhecimentos e Buscando Alternativas foi uma atividade no âmbito do Programa de Capacitação de Agricultores Familiares na Serra e Litoral Norte do Rio Grande do Sul “ Consolidando Circuitos de Produção, Processamento e Circulação de Produtos Ecológicos”, promovido pelo Centro Ecológico com o apoio da Secretaria da Agricultura Familiar – SAF, Ministério do Desenvolvimento Agrário – MDA, Governo Federal.


   
 

Cursos

20/11
Plenária do Núcleo Litoral Solidário da Rede Ecovida de Agroecologia
21/11
Curso Princípios Básicos em Agricultura Ecológica


 

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