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( 09/11/2007 ) Seminário Latino-americano reafirma validade dos SPGs para geração de credibilidade da AO
 


Desde seu surgimento, a Agricultura Orgânica busca gerar sistemas de garantia que possam assegurar ao consumidor a qualidade de seus produtos. Estes sistemas de garantia da qualidade orgânica surgiram como iniciativas dos próprios agricultores, que buscavam diferenciar o seu trabalho, mas acabaram transformando-se em um intrincado mecanismo envolvendo leis, normatizações, credenciamentos, inspeções, contratos, certificados, selos e fortes interesses comerciais.

Ainda que esta sistematização tenha trazido benefícios – como o reconhecimento institucional da Agricultura Orgânica nas esferas governamentais e talvez na própria sociedade, a sofisticação das regras e procedimentos impediu a inclusão de milhares de pequenos produtores no setor orgânico, principalmente nos países do Hemisfério Sul.

Nos últimos anos, este problema vem sendo enfrentado por diferentes grupos de produtores e assessores em diversas regiões do planeta.

Em abril de 2004, IFOAM e MAELA promoveram um Seminário Internacional sobre Certificação Alternativa. Com organização local do Centro Ecológico, este Seminário foi realizado na cidade de Torres, no sul do Brasil.

Estas mesmas organizações, com o apoio de várias outras, voltaram a se reunir entre os dias 22 e 27 de outubro de 2007, na cidade de Antonio Prado, também no sul do Brasil e com organização do Centro Ecológico, buscando dar visibilidade ao avanço das experiências com SPGs – Sistemas Participativos de Garantia - na América Latina.

No dia 24, foi realizado o Seminário Latino – americano de Sistemas Participativos de Garantia, com palestras e debates abordando a origem, situação atual,construção, funcionamento e estratégias de inserção dos SPGs nos mercados internacionais.

No dia 26, os participantes elaboraram a Carta de Antonio Prado, documento em que reafirmam publicamente que os Sistemas Participativos de Garantia são mecanismos válidos para geração de credibilidade do produto orgânico e um instrumento necessário para viabilizar o acesso de todos os atores envolvidos na produção e consumo orgânicos, além de uma eficiente ferramenta na construção de redes de conhecimento. Os participantes consideram que os marcos legais de diferentes países devem reconhecer os SPGs em toda sua diversidade, sem impor procedimentos que levem à descaracterização desses sistemas, assim como devem prever mecanismos de fomento à produção orgânica, sem focar somente nos aspectos de fiscalização e controle.

Organizações partipantes:
Rede Ecovida - Brasil , VECO - Equador - ICEA Itália, MAELA- Chile, Centro Ecológico- Brasil, Comércio Justo- Brasil, Heiffer Brasil, AECIA – Brasil, IFOAM Alemanha,SAF/MDA Brasil, SSNC Suécia, AOPEB Bolívia, IFOAM Argentina, El Rincón Orgânico- Argentina, IFOAM Peru, ABIO - Brasil, PESAGRO-RIO- Brasil, ANC Campinas – Brasil, ADAO Brasil, ACS – Brasil, Subdirectora DGSA del MAG- Uruguai, APODU - Uruguai, Rede de Agroecologia- Uruguai, Comitê Mercados- Costa Rica, Altervida – Paraguai, CIPAE – Paraguai, SENAVE Paraguai, Xique-xique – Brasil, RECAR- Brasil, Agrecol/Ecoferia – Bolívia, AOPEB- Bolívia, ANPE – Peru, Tierra de hombres – Peru, Heifer Peru, ANPE - Peru, Tierra Viva – ECOPRIM – Chile, Pescadores – Chile, Andaluzia - Espanha, MAPA -Brasil, CLUSA - El Salvador, La RECAB Antioquia - Colômbia, CEA - Equador.

Leia toda a Carta de Antonio Prado em Certificação de Produtos Ecológicos.


   
 

Cursos

20/11
Plenária do Núcleo Litoral Solidário da Rede Ecovida de Agroecologia
21/11
Curso Princípios Básicos em Agricultura Ecológica


 

Ipê-Serra - Rua Luiz Augusto Branco, 725 - Bairro Cruzeiro / Cep: 95.240-000 / Ipê - RS / Fone: 0xx (54) 3233.16.38 / E-mail: serra@centroecologico.org.br
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