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( 06/11/2007 ) Oficina em Passo de Torres divulga Bio-Arquitetura e Eco-Técnicas Construtivas
 


No sábado, 27 de outubro de 2007, ocorreu em Passo de Torres/SC uma oficina de Bio-Arquitetura e Eco-Técnicas Construtivas com a facilitação da arquiteta Roberta Arend e do bio-construtor Gustavo de Souza. O encontro ocorreu no canteiro de obras de uma edificação que está em construção, e teve a participação de algumas famílias de agricultores agroecológicos, profissionais da área da arquitetura e geologia, e estudantes. Os participantes vieram de Torres e localidades da região como Itapeva, Morrinhos do Sul, Morro Azul, Três Cachoeiras e Passo de Torres.

A Bio-Arquitetura busca trabalhar com materiais de baixo impacto e renováveis, e envolve uma metodologia de projeto que visa a eco-eficiência das edificações, buscando a otimização de todos os recursos envolvidos no processo construtivo. Pode desta forma contemplar uma única edificação ou uma cidade inteira, bem como qualquer assentamento humano.

Ações como esta são muito importantes para disseminar e ampliar as perspectivas das construções ecológicas, levando conhecimento ao público sobre o potencial da bio-construção e sua importância já que 85% da população brasileira vive nas cidades e sabemos bem dos impactos negativos que este modelo de assentamento humano causa.

A fabricação de cimento é responsável por 7% das emissões de gases causadores do Efeito Estufa.

Os resíduos oriundos do modelo de construção civil convencional que é amplamente empregado chega a ser 60% do volume total dos resíduos gerados em uma cidade. O custo energético deste modelo é insustentável e contribui para 50% da poluição do Planeta.

Para se ter uma idéia, 1 Ton de cimento é igual à 1 Ton CO2, e 1 Ton de aço corresponde a 10,2 Ton de CO2 na atmosfera, sendo que para se ter o concreto armado necessita-se ainda de areia + agregados, tijolos, madeira e energia. Para se produzir 40 mil tijolos cozidos ( 40m³ de argila ) é necessário a queima de 60m³ de lenha durante 15 dias e 15 noites consecutivos numa média de 6m³/hora de lenha queimada. Sendo assim, um prédio de 10 andares com 100m² de base ( 10m x 10m ) que seja estruturado em concreto armado e ainda demanda outras tecnologias, representa em emissões de CO2 na atmosfera a mesma quantidade que 10 He de Floresta levaria em 1 ano para absorver, enquanto isto a terra crua é um material abundante e renovável, e é o material de construção que melhor oferece conforto térmico para as edificações.


   
 

Cursos

20/11
Plenária do Núcleo Litoral Solidário da Rede Ecovida de Agroecologia
21/11
Curso Princípios Básicos em Agricultura Ecológica


 

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