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( 24/08/2007 ) Leia e faça o download do panfleto sobre a tecnologia Terminator
 


Terminator
Extermínio da biodiversidade, comprometimento da soberania e segurança alimentar

Terminator: o que é isso?

A tecnologia Terminator ( que quer dizer exterminador, em inglês) se refere a modificações genéticas feitas nas plantas para produzirem sementes estéreis, ou seja, que não se reproduzem. No meio científico, este tecnologia é chamada de GURTS, que é a sigla em inglês para “Tecnologias de Restrição de Uso Genético”.
Ou seja, a semente que é guardada da colheita de uma variedade com tecnologia Terminator não poderá ser usada para plantio na safra seguinte.
Este tecnologia foi inicialmente desenvolvida para assegurar o domínio das empresas sobre as sementes. Se comercializada, provavelmente seria incorporada a todas as plantas transgênicas, pois a esterilidade das sementes permite um monopólio muito mais forte do que as patentes. Devido à reação negativa que despertaram no mundo todo, o discurso foi mudado, e, hoje, elas falam que desenvolvem esta tecnologia como fator de biossegurança: já que as sementes não seria capazes de se reproduzir sem um tratamento a adequado ( que seria vendido pela própria empresa) não haveria contaminação ambiental devido ao pólen das plantas transgênicas. Na verdade, sempre haverá o risco de disseminação de pólen com tecnologia Terminator.

Quais as possíveis conseqüências desta tecnologia?

Um Grupo Técnico de Especialistas contratado pelas Nações Unidas avaliou os impactos potenciais das GURTs sobre agricultores familiares, camponeses e comunidades tradicionais e concluiu que os impactos negativos dos GURTs superam os impactos positivos, caracterizando-se como uma forte ameaça à garantia da soberania e da segurança alimentar destas comunidades.
Entre os impactos da tecnologia Terminator abordados no Relatório, destacam-se:
- Pode reduzir e limitar as práticas tradicionais de intercâmbio de sementes;
- Pode reduzir a capacidade de inovação e o conhecimento local das comunidades sobre o melhoramento de plantas;
- Pode reduzir ou afetar negativamente a agrobiodiversidade local, resultando na deterioração dos sistemas tradicionais de conhecimento;
- Pode levar à dependência de sementes ou à perda de cultivos;
-Pode causar, de maneira irreversível, alterações ambientais negativas resultantes do cruzamento entre varidades Terminator e plantas normais.

Fica evidente que uma possível implantação destas tecnologias irá levar a um grave processo de dependência da agricultura em relação às multinacionais das sementes ( hoje as quatro maiores mepresas dominam 49% do mercado mundial de sementes). uma vez a cada ano, os agricultores deverão comprar novas sementes, ou um produto químico para “ativar” a fertilidade delas.
E o que dizer do possível ( e provável) cruzamento destas variedades Terminator com plantas normais? Hoje já existem dezenas de registros de produtores de soja orgânicos que perderam mercado e comprometeram sua produção e seus sistema de cultivo pela contaminação com soja transgênica RR. Num provável cruzamento entre plantas Terminator e normais, estas ficariam estéreis, ameaçando gravemente a agorbiodiversidade.

No Brasil, como está a questão do Terminator?
No Brasil, a Lei de Biossegurança tem garantido, até o momento, a proibição das GURTs. No entanto, são enormes as pressões das multinacionais das sementes para tentar sua liberação. Está tramitando na Câmara o Projeto de Lei nº 268/2007, para alterar a Lei de Biossegurança, visando liberar a tecnologia Terminator no Brasil.
Internacionalmente, a Convenção de Diversidade Biológica, que se reúne a cada dois anos ( a última vez na COP-8, em Curitiba – PR, em 2006), estabeleceu uma moratória em relação à tecnologia Terminator. No entanto, as pesquisas continuam – em alguns casos, finaciados pela própria União Européia e EUA.
Em maio de 2008 haverá a COP-9 na Alemanha e a posição do Brasil será extremamente relevante nesta reunião. É fundamental pressionar nossos governantes para que mantenham a moratória em relação à tecnologia Terminator.
Por um Brasil com agricultura livre e soberana, pela conservação da biodiversidade, por uma alimentação saudável, por um país com soberania e segurança alimentar, digamos NÃO aos transgênicos! NÃO à tecnologia Terminator!


PANFLETO CONTRA SEMENTES TERMINATOR
Autor: Julian Perez
O texto acima pode ser acessado e reproduzido através do site da Rede Ecovida de Agroecologia. Solicitamos aos que forem rodar o material que informem a coordenação da campanha no e-mail: terminarterminator@gmail.com de forma a termos informações sobre onde o material está sendo utilizado.

http://www.ecovida.org.br/arquivos/343.pdf


   
 

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