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( 21/08/2007 ) Curso capacita agricultores e técnicos a processar o fruto do palmiteiro
 


Em 1988, no litoral norte de Santa Catarina, a tiradeira de açaí paraense Edith Pessete, foi a primeira a trabalhar com o processamento dos frutos da palmeira juçara. Ela observou a semelhança entre os frutos da palmeira do Norte – Euterpe precatoria – e da Euterpe edullis – do Sul. Adaptou os conhecimentos adquiridos no norte do país para Santa Catarina. Talvez enquanto coletava os frutos, riçava (despencava do cacho), selecionava, higienizava e deixava de molho em água morna para despolpar manualmente, ela não imaginasse o quanto esse procedimento seria importante para a preservação e recuperação de uma das espécies mais ameaçadas da Mata Atlântica.
Em quase duas décadas, a técnica foi avançando para o Sul, e em 2003 foi realizada a primeira oficina na região, na Agroindústria Morro Azul, em Três Cachoeiras, litoral norte do Rio Grande do Sul.
Estas e outras informações sobre o fruto da palmeira juçara foram abordadas pela engenheira agrônoma e mestre em agroecossistemas Joana Mac Fadden durante o curso sobre processamento da polpa do fruto palmeira juçara , realizado no sábado, 18 de agosto, na mesma Agroindústria Morro Azul, de Rosimere e Izaías Becker, da Acert – Associação dos Colonos Ecologistas da Região de Torres.
A agrônoma destacou que o açaí tem cem vezes mais antocianinas* do que o vinho tinto, e que o fruto do Euterpe edullis apresenta uma concentração de antocianinas quatro vezes superior aos frutos de açaizeiro do norte do país.
O curso promovido pelo Centro Ecológico Litoral Norte com o apoio do KFW - Kreditanstalt für Wiederaufbau; PDA e Ministério do Meio Ambiente, teve a participação de vinte inscritos, integrantes da Acert, MMC ( Movimento de Mulheres Camponesas Região Litorânea), Projeto SOS Palmiteiro, Grupo Rio Bonito, Grupo Paraíso, APE Morrinhos do Sul, Acevam ( associação dos Colonos Ecologistas do Vale do Mampituba – Praia Grande – SC), Desma UFRGS (Núcleo de Estudos em Desenvolvimento Rural Sustentável e Mata Atlântica), Econativa ( Cooperativa Regional dos Produtores Ecologistas do Litoral Norte do RS e Sul de SC) e Pastoral da Juventude Rural.
Por fim foi feita uma prática de processamento abordando os aspectos fundamentais para se ter um bom produto final:

- Colher os frutos bem maduros e transportá-los até o local de processamento.
- Fazer a deriça, seleção dos verdes e medianamente maduros
- Fazer três lavagens (tríplice lavagem)
-Colocar em água morna por aproximadamente 40 minutos
-Despolpar quando a fibra soltar da semente.
- Após despolpado embalar e congelar imediatamente por causa da oxidação.


*Antocianinas fazem parte de um grupo de pigmentos hidrossolúveis visíveis ao olho humano. Quimicamente consistem de flavonóides ( antocianidinas) glicosilados e em muitos casos de grupos acil.Antocianinas são anti-oxidantes e anti - radicais livres, retardam o envelhecimento e prolongam a vida das células, aumentam as defesas imunitárias, propiciam uma melhor circulação sangüínea, protegem o organismo contra o acúmulo de lipídios nas artérias. Possuem a capacidade de adiar as perdas de visão e reduzem os efeitos da doença de Alzheimer.
Copiado da tese de mestrado de Joana Mac Fadden.


   
 

Cursos

20/11
Plenária do Núcleo Litoral Solidário da Rede Ecovida de Agroecologia
21/11
Curso Princípios Básicos em Agricultura Ecológica


 

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