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( 03/05/2018 ) Encontro de Mulheres reúne agricultoras ecologistas em Santa Rosa do Sul
 

Quem chegava ao Campus Santa Rosa do Instituto Federal Catarinense na manhã de quarta-feira, 2, já via no estacionamento uma movimentação diferente. Quatro ônibus, uma van e mais carros que o usual anunciavam que o Encontro de Mulheres do Litoral Norte do RS e Sul de SC teria uma audiência bem superior à prevista pelo Centro Ecológico, Movimento de Mulheres Camponesas e IFC.

No auditório da instituição, as convidadas, que saíram muito cedo de suas casas em comunidades de Maquiné, Itati, Terra de Areia, Três Forquilhas, Três Cachoeiras, Morrinhos do Sul, Dom Pedro de Alcântara, Mampituba, Capão da Canoa, São João do Sul, Santa Rosa do Sul e Jacinto Machado, tiveram as boas vindas da professora de História Talita Salvaro e uma fala da reitora Sonia Regina de Souza Fernandes destacando o papel da educação pública na transformação da sociedade e o papel das agricultoras, que mostram modos de produzir muito além do agronegócio. A educadora também ressaltou a relevância histórica do Encontro para o município e para o IFC.

Momento de formação foi sobre o papel e a saúde da mulher

A seguir, houve dois momentos de formação, com as palestras Mulheres e a construção da Agroecologia, com Ana Luiza Meirelles do Centro Ecológico, e Nosso Ser Integral e a volta para à saúde plena, com Lourdes Maria Prado Duarte, a Rafinha, do MMC. Ana chamou a atenção para a invisibilidade do trabalho da mulher e a necessidade de a agroecologia ter uma agenda política articulada com as mulheres rurais, que na maioria das vezes, são as responsáveis pela conversão aos sistemas agroecológicos. “As mulheres são mais ligadas à saúde da família e do outro. Essa ética, esse valor que as mulheres têm é importante, os jovens também. Apesar disso, as mulheres muitas vezes não têm sua história reconhecida”, disse a agrônoma.

Rafinha falou sobre as origens das doenças e os elixires feitos à base de plantas medicinais preparados pelas mulheres das farmacinhas caseiras. “A mente e as emoções criam todas as outras doenças. O corpo adoece para mostrar que não estou bem, não estou fazendo o que vim fazer nesse planeta”.

Agricultoras contaram suas vivências

Depois das palestras algumas agricultoras falaram sobre suas experiências tanto na agroecologia quanto no uso dos elixires. Celi Aguiar contou que tomou elixir da circulação, dos nervos, tintura de mulungu e ficou curada de um problema grave de saúde. Luzia Fernandes falou que fazer agroecologia é dormir tranquilo. Maria Elena Gomes disse que aderiu à agroecologia depois de trabalhar no Censo 2000 e ver a diferença entre a vida dos agricultores convencionais e ecologistas. Elci da Paz Scheffer lembrou que começar a produzir sem veneno, há 28 anos, foi uma das coisas mais radicais que fez na vida. Maria Inês Flores e Marli Justo falaram sobre quando começaram a produzir juntas e outras agricultoras também relataram suas vivências.

Novos cultivos e paisagismo como geradores de renda

Depois do almoço o trabalho foi de capacitação. Os professores do IFC Airton Bortoluzzi e Luis Antonio Biulchi apresentaram nas palestras A riqueza de possibilidades de cultivos para as famílias e Paisagismo: opções e importância na propriedade, sugestões para ampliar as alternativas de geração de renda das mulheres. 
Airton relatou as experiências do IFC com raízes, rizomas, tubérculos, grãos, frutas e plantas alimentícias não convencionais (Pancs) e com propriedades funcionais. Luis Antonio mostrou diversos estilos de jardim - do clássico ao tropical -,  ideias decorativas para valorizar plantas das propriedades, deu exemplos de pessoas que de um ou meio hectare conseguem o sustento da família por meio de plantas e sugeriu que as mulheres olhassem em casa a estrutura, a arquitetura de plantas que podem ser usadas para compor um espaço capaz de melhorar o bem-estar.

No encerramento, Ana Luiza Meirelles reforçou o convite para a Feira da Biodiversidade dias 12 e 13 de junho em Três Cachoeiras, as participantes visitaram  unidades de estudos a campo do IFC e se despediram com um café.

Além dos organizadores, o evento teve o apoio do Núcleo de Estudos Agroecológicos do IFC, Rede Ecovida de Agroecologia, Proext e CNPq. 
 
 
 


   
 

Cursos

23/7
Jornadas Ecológicas - Roda de conversa com Maria José Guazzelli


 

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